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Este é o comportado modelito da cantora Madonna , nos mini shows que ela está promovendo, devido o lançamento do seu décimo-primeiro CD, Hard candy.
Lembro-me que estava na Poli e usava abrigo da Adidas com esparadrapo na marca, afinal, não era pago para fazer propaganda . Madonna faz o mesmo.
Temos, além do ano de nascimento, algumas coisas mais em comum.
Como disse o Padre Vieira, uma coisa é viver, outra é durar.
Que o fim de semana dure bastante. E se a chuva persistir, que seja deliciosa a cama.
Que seja com uma Madonna,com um menino bonito, com um traveco,ou com um ursinho de pelúcia.
E para os palmeirenses leitores, que a Ponte não apronte.
Auguri! Mille baci!
Outro dia eu falei aqui dos sebos moderninhos , onde Vieira seria a Suzana e não o Antônio ; já o Imperador seria o Adriano , jogador do São Paulo, e não aquele orador que foi chamado de Imperador da língua portuguesa por Fernando Pessoa.
Mas talvez eu tenha exagerado. Este ano , comemora-se o ano vierino,isto é, os quatrocentos anos do nascimento do grande Padre Antônio Vieira.Português de nascimento, veio pequeno à Bahia, onde formou-se. Nesta fase foi árduo inimigo dos invasores holandeses. Chamado à Corte, foi consultor político do novo rei, João IV . Teve então a brilhante idéia de entregar Pernambuco , mas manter o capital judeu na reconstrução portuguesa. Claro, isso foi muito malvisto pela Inquisição.
Voltou ao Brasil, foi ao Maranhão e cuidou com afinco da evangelização dos índios. Defendia-os com bravura e intensidade. Voltaa Portugal, mas está no declínio político. A inquisição o ataca , ele se defende como pode.
Finalmente, brilha na corte da Rainha Cristina, a sueca que largou seu reino por amor ao catolicismo. A rainha, que seria imortalizada para o século 20 por ser tão bem representada por Greta Garbo, montou um clube literário, com o que havia de melhor. Era a Árcade. E Vieira brilhou ainda.
Por fim, volta à Bahia. Velho, com 89 anos, a mente funcionando, mas o corpo estendido na cama, sempre dizia:" uma coisa é viver, outra é durar".
A editora Topbooks promete a edição da célebre biografia escrita pelo maranhense João Francisco Lisboa, enquanto as edições Loyola prometem , em oito volumes, os sermões completos.
Se os ingleses comemoram Milton, podemos comemorar, de igual para igual, Vieira.
Pois ele viveu e durará.

Os vovôs se lembram dos seus solos no Let It Bleed dos Rolling Stones. Os tiozinhos foram ver Paris , Texas e compraram o cd da trilha sonora. Os mais novinhos se embalaram com a música cubana do Buena Vista. Em tudo isso, há Ry Cooder.
Pois o guitarrista americano lançará o terceiro disco da trilogia californiana, I, Flathead, uma ficção científica onde um extraterrestre vai para a Califórnia e acha que o normal é esquisito e o esquisito é normal. O disco anterior, saido no ano passado é bom ( uma espécie de Animal Farm com On the road), mas o primeiro ainda é melhor ( Chavez Ravine), sobre um ex-jogador de baseball chicano.
Cooder é de esquerda, mas aquela esquerda americana, sabe como são as coisas ,não é mesmo?
Deste primeiro disco, há uma bela estória. Havia um espaço nos subúrbios de Los Angeles. Um urbanista visionário tinha planejado um bairro de casas proletárias. Mas a ganância capitalista entrou primeiro: construiram um estádio de baseball.
Anos depois, o time precisava de dinheiro. E vendeu o estádio, ele foi demolido e a área foi ocupada por condomínios de alto padrão. É a ironia da vida.
Lembro sempre do Pacaembu. Vira e mexe, os moradores querem proibir jogos nele ( o que haveria nele se não pode ter jogo, eu não sei). Mas o estádio é anterior aos moradores. Quem sabe algum prefeito tome a decisão californiana, demolindo o estádio e fazendo novas mansões.
E eu, se fosse um extraterrestre, diria que a idéia viria de um prefeito de esquerda...
Dizem os mais descolados que quem gosta do membro masculino é gay, as mulheres preferem dinheiro na conta.
Existem duas categorias que adoram seus fetiches. Os arquitetos só pensam na Casa Modernista da Rua Santa Cruz. Já os meiaoito esquerdistas adoram o Doi Codi. A Pinacoteca foi para lá, fizeram uma reforma totalmente anti-histórica (como tudo que vem daquela época) e agora haverá exposição permanente dos anos de chumbo.
Olha, com um por cento da energia e dos recursos que a turma dos meiaoito tem e recebem, daria para reformar mil casas modernistas.
E ainda sobrava dinheiro na conta das moçoilas.
Quanto ao membro masculino, bem, eu não ligo muito para isso.
O economista Alexandre Schartsman fez uma boa observação. Havia economistas desenvolvimentistas, campineiros ou esquerdistas , a quem ele chama de keynesianos de quermesse , que criticavam duramente a política do Henrique Meirelles e agora vibram com o tal grau de investimento.
No fundo, é que nem jogador de futebol que assina contrato com o time, beija a camisa e seis meses depois vai para o time rival...