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Muito boa a entrevista que Camille Paglia deu para o Pedro Dória. Ela, que apóia o Obama, diz, com toda a razão que feminismo que precisa do apoio do marido é algo patético. Assim, fala que Hillary é fraca de caráter e incapaz de decisões inteligentes. Quando houve o caso Mônica, a estagiária, a feminista Hillary disso que tratava-se de uma conspiração da direita!
Gostei também quando ela disse que os anos sessenta foram sofríveis em termos de literatura, mas acho que ela estava apenas se referindo à literatura em inglês.
De qualquer forma, ela se manifesta bem ao dizer que uma geração calcada em vinho é melhor que outra chapada em drogas. Eh, mulherzinha atacada!

POis é, os parisienses comemoram o fim de maio, assim não precisam mais ficar se lembrando da papagaiada meia-oito;
Mas para eles , haverá ,este ano ,a comemoração dos dez anos da sua única copa do mundo.
Entre o entrega-rapadura da Seleção do Zagalo com o Ronaldo Fenômeno tendo aquelas reviravoltas nos olhos e a turma da Maria Antônia, acho que é páreo -duro escolher.
Sei lá, acho que vou de coluna do meio...

Este é o Conde de Beauchamps, numa foto de 1926. Ele foi a inspiração para o romance de Evelyn Waugh, Brideshead revisited.
Vejam essa estória. Em 1931, o Conde viajou para a Austrália e levou o mordomo, que fazia também o serviço de cama. Como no cerimonial não estava prevista a participação do serviçal nas atividades protocolares, rolou um stress seguido por chiliques e desmaios. A notícia chegou logo em Londres. E o cunhado do conde, que odiava o marido da irmã, passou a fazer a caveira do nobre membro da Câmara dos Lords.
Assim que soube, o rei Geoge V, que era rigorosíssimo com assuntos relacionados a Paradas Gays e afins, apenas comentou, "eu achava que homens desse tipo se matavam". O rei achava um absurdo um lord que tinha sido o carregador da espada durante a sua coroação não ser espada, digamos assim.
Bom, foi indicado ao conde o caminho do suicídio, como forma honrosa. Mas seria mantido o sigilo , as aparências. Ele iria para a Alemanha ( em plena República de Weimar) e teria um súbito mal-estar e depois de uma dose cavalar de remédios, morreria, mantendo sua família em plena aristocracia. Bem, ele topou. Mas quando chegou na hora da onça beber os barbitúricos, achou melhor não. O próprio médico que o assistia, o congratulou.
Pois este médico voltou para a Inglaterra e contou para a condessa o problema que o seu marido enfentrava. Muito pudica, a condessa não entendeu o problema que o marido apresentava. E quis saber o que poderia fazer para ajudá-lo.
O médico falou uma grande frase:" dependendo do grau de ativo ou passividade, a mulher, nestes casos , serve apenas como paliativo ou tem pouquíssima ou nenhuma serventia".
Exilado , tomando banhos de sauna ( como eram eufemisticamente chamado este tipo de exílio), o conde só voltou à Inglaterra em 1937, quando George V já havia morrido e seus dois herdeiros,Eduardo VIII e George VI não achavam que era caso de vida ou morte o grau de ativo ou passividade.
E além do mais , veio a guerra, e cá entre nós, guerra é guerra.
Mas o que eu mais gostei desta estória, foi esse papo da mulher, dependendo do caso, servir apenas de paliativo ou com importância nula.
Em tradução livre, o conde não era chegado.

Já que a minha situação está mais para Antônio do que para Doge de Veneza, já decidi . Da próxima vez que for para Veneza, tomar um expresso com a mulher do Caligaris,nada de gôndola. Irei com o meu próprio kayak.
Dizem as fontes que quando a ministra Dilma chama algum assessor ou subordinado e começa a frase dizendo: " olha, amorzinho..." prepare-se, lá vem bronca.
O Wand, nosso leitor fiel, disse que ela é descendente de búlgaros.
Ou seja, ser chamado de amorzinho pela Dilma é uma autêntica anedota búlgara, como bem contou o Drummond...