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E a questão dos espanhóis que não deixam os brasileiros entrar ? Pelo visto a coisa deu uma acalmada, mas ainda não está traqnuilo. Neste fim de semana , a Dona Denise disse que se o brasileiro tivesse vergonha na cara ,boicotava o Santander e a Telefonica. Assim, até o rei viria pedir desculpas. Logo em seguida, eu iria sugerir o boicote aos filmes do Almodovar , mas veio a questão Penélope.
Olha aí a foto dela nas filmagens do novo filme do Almodovar, os Abraços Rompidos.
Não dá para boicotar essa espanhola...
Logo cedo, hoje de manhã, o telefone tocou e era um tal Toninho ou Zezinho, o inábil motorista da Kombi assassina que detonou o portão do meu prédio , num ato de carinho ao aniversariante Rick. Ele contou que não tinha condições de arcar com as despesas ( isso eu já havia previsto, não sei , algo me dizia que ele não tinha muitas posses), mas que estava disposto ao diálogo. A Dona Denise disse que eu, por ter um lado diplomático, saberia resolver o problema da melhor maneira possível.E virou para o lado, continuando seu suave sono.
Bom, hoje é o aniversário do nosso chanceler Celso Amorim, que está em Roma.
Seria bom uma inversão de papéis. Ele se entenderia , com todo o seu preparo, com o Toninho ou Zezinho, e eu, em Roma, mostraria minha preocupação com o aumento dos preços dos alimentos no mundo.
Mas dizem que o real chanceler brasileiro é o assessor Marco Aurélio Garcia.
Ou seja, vocês já sabem quem vai sofrer o top top na questão do conserto do portão, não sabem ?

São duas estórias que convergem. A primeira, eu tinha uma prima chamada Mila , que acreditava, piamente ,no Omar Cardoso , um astrólogo da década de sessenta. Pois bem, todo o dia, O Omar cardoso , num programa de rádio , traçava o perfil do aniversariante daquele dia, com previsões passadas, presentes e futuras. A minha prima Mila marcava e concordava com tudo o que o Omar falava. Até que chegou o dia do seu aniversário. Pois não é que faltou a luz e ela não pode ouvir a sua previsão? A mulher caiu na mais profunda depressão...
Esta é a primeira estória. A segunda, na década de oitenta, na cidade de Rio Grande, a Globo resolveu fazer uma retransmissora e assim, o jornalismo local teria uma meiahorinha para falar da região. Além de um colunista social, o Zé Gui e um comentarista esportivo, a âncora era uma moça bonitinha chamada Alzira Paiva.
Bom, houve uma boa audiência e a Globo permitiu que a Alzira tivesse mais meia hora, para fazer um programa à la Mulheres em Destaque, com dicas de beleza, moda, culinária ,essas coisas todas. O programa se chamava Alzira Power!
Aí o sucesso não veio. A última notícia que tive da Alzira Power foi que ela tava trazendo muamba do Paraguai, mas pode nem ser ela e sim uma sósia.
Chegamos aonde eu queria chegar. Soube que em Canguçu, esta cidade que eu acompanho tudo que ocorre por lá, graças ao blog do Diego, que houve uma ruptura num cabo na Subestação Pelotas 1 e 36 mil pessoas ficaram sem poder ver o último capítulo da novela do meu caro Aguinaldo Silva, Duas Caras.
Quer dizer, não viram a Flávia Alessandra sendo uma Alzira poderosa.
Foi uma urucubaca que eu pensava que só acontecia com a Mila e a Alzira Powerless.
Nas ruas de Montmartre,em Paris, principalmente aos sábados e domingos, existem aqueles ágeis jogadores de esconde uma bolinha debaixo de um dedal, são três os dedais, onde está a bolinha? Coisa mais antiga, do tempo do Noel Rosa.
Eu não sei se fomos nós ou foram eles que inventaram esse cata trouxa. Mas não importa, as semelhanças entre Rio e Paris terão , nesta semana,mais motivos de existirem. É que o prefeito César Maia promete a licitação dos aluguéis de bicicleta , como as vélôs parisienses.
Então, você que é um amante do ciclismo, ficará com três opções: Paris, Rio ou andar de madrugada com o Kako, em São Paulo.
Quanto à segurança, acho que achar a bolinha no dedal é mais seguro...
E foi num 3 de junho, de 1964, que aconteceu, em Londres , um encontro memorável. Afinal, não é sempre que dois gênios do século, T S Eliot e Groucho Marx, se encontram; e foi numa noite de clima ameno.
Quem contou o episódio foi o Groucho, o que dá uma pitada ainda maior de humor. Eliot foi quem o procurou, mandando cartas e se dizendo fã. Groucho, que tinha uma boa cultura, retribuia com cortesia e algum gracejo. Ele conta que se preparara para o encontro lendo duas vezes o Murder in the Cathedral e três o Waste Land, além de reler o Rei Lear, " caso o Tom quisesse variar de autor". No encontro, Groucho citou algumas estrofes e Eliot foi cortês,sorrindo.Logo em seguida, foi a vez de Eliot contar duas piadas de Groucho. " Confesso que não achei graça nenhuma das piadas que Tom me contou, mesmo sabendo depois que elas eram de minha própria autoria".
O que foi chato é que naquela noite Eliot já estava bem adoentado e com isso, Groucho não pode beber nada." Encontrar com um poeta sem nenhum drink é complicado. Se ainda fosse uma poetisa de vinte anos com uma saia bem curtinha..."
No final, Groucho pediu emprestado o nome Tom para assinar alguns autógrafos ,como Tom Marx. Mas depois, acendendo o charuto que ele evitara fumar durante toda a noite, por conta do estado de saúde do anfitrião, achou que o nome Tom era tão sem graça,para um comediante, quanto Julius,o seu próprio nome.
"Talvez eu tenha que me sujeitar a ser conhecido pelo público como Groucho..."