| S | T | Q | Q | S | S | D |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | ||||||
| 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 |
| 9 | 10 | 11 | 12 | 13 | 14 | 15 |
| 16 | 17 | 18 | 19 | 20 | 21 | 22 |
| 23 | 24 | 25 | 26 | 27 | 28 | 29 |
| 30 |
Ontem o Presidente Lula, no discurso na Bolsa , disse que é possível um presidente usar boné de vários segmentos da sociedade. Ontem também, uma dessas sub-agências reguladoras, a que cuida das estradas, disse que a Ministra Dilma se meteu no preço do pedágio de uma praça em Pelotas, abaixando a tarifa.
Olha, eu acho que não é possível um presidente perder tanto tempo com troca de chapéus, e nem era para ser tão importante assim um chefe da casa civil.
Talvez a culpa seja da constituição.
Mas democracia não é isso. Pois se for, está fadada ao fracasso.
Mesmo com o mundo crescendo muito.
Mas se crescer pouco, aí a coisa enrosca.
Eu gostaria que alguém me explicasse uma coisa muito simples. Se em junho os jogadores de futebol que atuam no Brasil estão bem condicionados , em forma e os jogadores que atuam na Europa estão no fim de temporada, no maior bagaço, alguns até de férias, não seria mais lógico, para jogos da Seleção, nas eliminatórias, em junho, termos mais jogadores que jogam nos times brasileiros?
Ou o técnico só pode convocar jogadores dos times europeus?
Fiz um teste de politicômetro na veja on line. E deu que eu sou um cara de direita liberal.Bem, considerando a minha idade, talvez seja até bom, pois há quem,com cinquenta anos, seja de extrema-direita.
Mas eu continuo achando que com mais dinheiro no bolso , eu seria um cara de esquerda.
Se você gosta do Mainardi, do Reinaldo Azevedo e do João Pereira Coutinho, além do Nelson Ascher, mas gostaria que eles tivessem mais conteudo, a sua revistafoi lançada no final do mês passado. Ela se chama standpoint http://www.standpointmag.co.uk e é dirigida por Daniel Johnson, um enfant terrible que defende ataques a Al Jazeera , prensas aos aliados árabes e parar com o nhemnhemnhem dos bonzinhos pró-Obama.
Ele é filho do Paul Johnson, foi o melhor aluno da sua classe em História em Oxford e escreveu um livro muito interessante sobre a influência do xadrez na guerra fria.
A revista contou com uma luxuosa apresentação do amigo do Paul, Tom Stoppard, dizendo que o mundo não é só beber champagne na Wallace Collection, ainda que isso seja muito agradável, também.
De repente, lembrei-me de duas coisas. Um dia, o Roberto Nemr estava criticando as condições dos operários vitorianos e eu alertei-o que a vida dos campônios talvez fosse pior. Ele quis saber se mais alguém concordava comigo. Citei o Paul Johnson. Ele riu e disse , um jesuita de direita!
Bom, Paul foi um cara à la Mario Vargas Llosa. Teve sua fase socialista, mas depois viu que não dava pedal. "Você vira um liberal quando vê a polícia de esquerda batendo em manifestantes que pedem melhor condições de vida. Mas aí, a esquerda te chama de direita. E até os manifestantes que apanharam e você quis defender, te chamam de fascista..."
A revista tem seus humores ingleses. E segue a linha do Telegraph, onde o Daniel Johnson foi correspondente.
Às vezes eu acho que Londres ficou com um pouquinho de ciúme da minha paixonite parisiense dos últimos anos e quer me convidar para um almoço e quem sabe alguma coisinha a mais.
Ela sabe que não é linda com a sua rival.
Mas tem o seu charme.
Não vou a shoppings, supermercado para mim é qualquer um que seja perto de casa e sou um morador imaginário da região sul do estado do Rio Grande do Sul. Para mim, tudo que acontece em Porto Alegre não me diz nada. Mas Canguçu, Rio Grande, São José do Norte , Santa Vitória do Palmar e Jaguarão( e um pouco de Pelotas, vá lá) é tão importante quanto Paris, Nova York ou Londres.
Por isso que ainda não fui no tal Zaffari, que é um vício detodos os gaúchos que vivem "exilados" em São Paulo. Eles ( a começar pela minha mãe) vibram porque polkã se chama bergamota e pão se chama cacetinho. Isso sem falar na chimia Ritter e no doce de leite mu-mu.
A diretoria do Zaffari afirma que o intuito é fazer uma imitação do Bourbon da Avenida Ipiranga (de Porto Alegre ) na Turiaçu .Como se fosse uma FNAC de Paris em Pinheiros. Mas o Shopping é mais sofisticado e tem Armani e Zara. Houve uma seleção é 15% dos funcionários são gaúchos. Houve um curso de patronização do idioma , para um gauchês básico.
Mas parece que há uma tendência de expandir o mercado. No domingo mesmo, uns amigos combinaram conosco comer uma pizza no Camelo . no Pacaembu. Pois uma amiga nossa faltou para fazer compras neste Shopping, embora more perto do Pátio Higienópolis. E ela não tem nada de gauchismo.
Mas há os exagerados, que dizem que só lá há erva mate boa ( pois eu tomo chimarrão com erva madrugada ou safira, comprada em qualquer Rei do Mate, desde os meus 15 anos e vivo muito bem) e outros exaltados, que exigem uma lojinha do Grêmio.
Bom, vamos combinar o seguinte. Me arranjem uma camisete do Riograndense, campeão gaúcho de 1939 e eu vou lá todos os fins de semana.
Menos quando tiver jogo do Palmeiras, porque aí o trânsito é paulistano .