| S | T | Q | Q | S | S | D |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | ||||||
| 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 |
| 9 | 10 | 11 | 12 | 13 | 14 | 15 |
| 16 | 17 | 18 | 19 | 20 | 21 | 22 |
| 23 | 24 | 25 | 26 | 27 | 28 | 29 |
| 30 |

O que é muito difícil é achar notícias sobre Istambul. Parece que lá não acontece nada.
Mas também quando acontece, é dose dupla. Todo o mundo comenta o vestido transparente da Kate Moss,que está visitando a atual Constantinopla.
É o que eu chamo virar para o lado e continuar o sonho.
Eu temo , por ser paulistano, me meter a falar do Rio Grande do Sul, A gente começa falando coisas certas ,mas no final, acaba falando alguma bobagem.
Vejam o caso da paulistana Yeda, que resolveu enfrentar de peito aberto às críticas que vem enfrentando.
" Pedir casa emprestada é feio (sim). Tenho renda ( acho que sim) não dependo de mesada ( é possível)..."
Mas aí veio a nota zero: "sou a governadora mais mal paga do Brasil".
Ô Doutora Yeda, seria a mesma coisa que o Dunga chegar hoje para o Ricardo Teixeira e falar que quer ganhar mais...
E por falar em cornice, o artigo do Caligaris de hoje na Folha trata do caso pichadores como artistas e o caso Belas Artes. Como todos se lembram, um aluno do último ano fez um trabalho de formatura convocando quarenta pichadores e assim, todo o prédio foi pichado. É arte? Não é arte?
Bem, o Caligaris fala que a primeira pichação que ele viu, lógico, foi em Milão. Depois ele mesmo pichou. Em Milão, naturalmente. Depois ele fala das pichações em Nova York. Bem, ai ele precisa voltar para onde ele ganha o seu rico dinheirinho, isto é, a taba.
E vem com essa sugestão. Que se constituisse um júri do mais alto nível e estes doutos senhores avaliariam o menino. Dar-se-ia fotos de espaços paulistanos e ele se manifestaria. De acordo com a visão do aluno, seria arte ou não.
Bem, essa comissão deveria ser composta pelo Rappin' Hood, pela Preta Gil, pela Soninha, pelo Ferrez, pelo Luciano Huck e pelo Eduardo Suplicy.
É a minha sugestão.
E ,depois ,a gente manda para Veneza a decisão do nobre júri. E na Praça São Marcos, tomando um capuccino, Caligaris pensa na sua próxima crônica.
O governador Carlos Lacerda ,um dia, resolveu descobrir a sua árvore genealógica. Sabia que a sua família era portuguesa e não eram uns pés-rapados. Talvez fosse um nobre... Pois contratou uma equipe especializada neste tipo de pesquisa.
Bom, os caçadores de parentescos logo se meteram a consultar e chegaram aos primeiros resultados. Mas eram insuficientes. Seria necessário , além de novas buscas , mais dinheiro. Lacerda mandou a grana.
Bem, passaram-se meses e veio outra requisição. Lacerda mandou nova grana, mas alertou que era a última vez.
O tempo passou e veio novo pedido. Desta vez, os pesquisadores diziam que estavam na dúvida se ele era tataraneto de um marquês com uma serviçal, ou se era descendente de um conde com a filha bastarda do irmão do rei.
Lacerda explodiu e disse que não iria dar mais nem um tostão para aqueles filhos da mãe. Afinal, para que gastar tanto dinheiro para saber que era tataraneto de um bastardo ?
Lembrei-me dessa estória quando soube que na Fenit, por apenas quatro mil reais, será possível qualquer um comprar um sutiã e uma calcinha com gps. Assim, o namorado, ou noivo, ou marido fica sempre sabendo onde está o seu amorzinho.
Mas lembrem-se , o GPS não é tão preciso assim, sempre pode haver um erro de alguns metros. Assim, se a lingerie da gata estiver marcando um ponto da Raposo Tavares, isso pode significar tanto um motel quanto uma compra no Carrefour.
Quatro mil reais para descobrir que é corno, como diria o Lacerda, é muito dinheiro, não é mesmo?