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A imprensa francesa anunciou que o presidente francês Nicholas Sarkozy, a partir de novembro, promoverá almoços com os intellos, ou seja, com os intelectuais.
Quem sou eu para dar conselhos para o inquilino do Eliseu, mas se ele estiver lendo o meu blog, acho uma má idéia.
Intelectual , depois de alimentado, costuma ser muito mal agradecido.
Peça um plat du jour com a Madame, e tome um pichet de vinho.
Sai mais em conta. E é muito mais agradável, seja quem for a Madame em questão.
Eu não sei se é o frio que está chegando, ou uns textos sobre a cidade do Rio Grande que eu estou escrevendo, ou é a turma de Canguçu e do resto do estado gaúcho que está lendo o meu blog, só sei que hoje , por conta de dois cearenses, eu me lembrei de um grande riograndino que , infelizmente não está mais conosco, está contando as suas maravilhosas estórias no céu.
Ele era chamado de Padrinho por toda a família. E voltae meia viajava pelo Brasil todo. Ia para o Rio, para São Paulo, com uma facilidade, como se você para um bairro da sua própria cidade;era um viajante inveterado.
Pois um sobrinho dele fazia coleção de chaveiros. E como o tio ia para todos os cantos, o sobrinho pedia que ele trouxesse espécies raras.
Mas esse menino cresceu e desencanou da coleção. Passou a se interessar por futebol, mulheres, essas coisas mais adultas. E quando liberou o tio deste encargo, o pobre Padrinho falou em alto e bom tom, num português antigo:
"Deus te oiça!"
Pois o Ciro Gomes e o Tasso garantiram que 2010 será o último ano que eles se candidatam a alguma coisa.
Como dizia o Padrinho: "Deus te oiça!"
O Julinho estava me falando que um amigo dele estudou anos e mais anos de francês. Pois bem, quando chegou lá, e soltou o verbo , os parisienses que o ouviam foram pacientes , agradeceram o esforço, mas perguntaram se ele não queria falar em inglês. O colega dele , claro, ficou muito frustrado.
Mas será mesmo culpa dos seus professores daqui ? Agora mesmo, o Senado francês barrou um projeto de lei que tinha passado pela Câmara de lá, que permitia revogar uma lei imposta em 1539 e ratificada pelos jacobinos , durante a Revolução Francesa. É que Francisco I decretou que a lingua oficial da França é o francês ( pode parecer óbvio, mas não ) e assim, não seria permitido qualquer documento oficial em bretão, ocitano, alsaciano, basco ou corso. E para comunicações exteriores, claro o latim.
Bom, quando o pau quebrou entre os jacobinos e os girondinos, uma das pendengas foi a língua. Os jacobinos queriam enquadrar que insistisse em falar dialeto ou outra lingua. Já os girondinos diziam que cada povo tem a lingua que quer, num papinho de diversidade étnica, coisa bem moderna.
O que eu acho é que os franceses não repararam que o inglês cresce e mesmo nos Estados Unidos falar espanhol passa a ser uma coisa muito comum. Aliás, os documentos assinados pela Rainha Elizabeth são em normando. Ela assina : La reine le veult".
Para finalizar, quem quiser ter uma aula de francês bem falado, eu recomendo escutar a italiana Carla Bruni. Ela deu uma entrevista neste fim de semana para a revista Libé. Falou , falou e não disse nada.
Mas fez um biquinho...
Ah, se eu pudesse fazer um curso de reciclagem com ela...
Os meus pais tinham amizade com um casal que tinha a seguinte característica. Ela gostava de ter aventuras e o marido não conseguia tê-las.Assim sendo, era um casamento aberto de mão única, digamos assim.Eram os anos sessenta, mas a coisa não era tão liberal assim. Logo, isso causava um certo embaraço e alguma fofoca nas rodas sociais.
Um dia, a esposa, uma loiraça cheia de charme, viajava num avião e nele encontrou o galã Tarcísio Meira ( isso na época das novelas da Janete Clair) e lançou-lhe um olhar daqueles.
Diz ela que dali prá lá foi um passo. Ele escreveu numa revista o número do telefone do hotel que estava hospedado, com o número do quarto e seu codinome. Não que houvesse atividade de terrorismo ou luta armada. O codinome era um esquema para o abatedor virar aparelho.
Novamente, segundo ela, foi uma tarde que valeu uns três anos de feijão com arroz. Muitas amigas acharam que ela estava se expondo muito, outras não estavam de acordo, mas outras ficaram com muita inveja.
Essa estória dela foi longe. Já tinha se passado mais de mês, e ela continuava a se vangloriar ( DESCULPEM O TROCADILHO ) . E um dia, o marido chifrado escutou-a contar os detalhes através da extensão do telefone.
E foi tomar satisfação. Mas eram um casal moderno. Ela o convenceu que as coisas modernas são assim mesmo. E por isonomia, permitiu que se ele encontrasse a Glória Menezes, e ela quisesse, poderiam também ter uma tarde de amor, que ela, como boa esposa, entenderia.
O casal saiu da crise. Ele até tentou, mas nunca encontrou nem a Glória,nem a Dina Sfat, nem a Renata Sorrah, nem a Clementina de Jesus.
Pois o PC do B me lembrou este casal. Eles estão dizendo que esperavam que o PT do Rio fizesse o mesmo que o PC do B de São Paulo fez. Renunciasse o candidato, para ficar com o lugar de vice.
Mas o Tarcísio não entregou a Glória.
Acho que o C do PC do B não é só de comunista...
O hino do América do Rio, como todos os hinos dos times de futebol da Cidade Maravilhosa , foi composto pelo grande ( e baixinho) Lamartine Babo. O mais bonito, todos concordam é justamente o do América, o seu time do coração. "Hei de torcer ,torcer,torcer, hei de torcer até morrer, pois a torcida americana é toda assim, a começar por mim" E aí vai.
Ontem o governador José Serra , durante a escolha do candidato Alckminn, me lembrou o hino. "Todos os tucanos vão apoiar o Geraldo Alckminn".
A começar por mim...Rs,rs,rs.
Ah, o Serra é palmeirense, não torce pro América ...