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Essa operação da Polícia Federal chamada João de Barro, para prender pessoas envolvidas com desvio de verbas do Pac , me lembrou aquela piada onde havia três colegas de uma faculdade inglesa , um era um escocês pão -duro, outro um tailandês gênio em matemática e outro um africano que passava o tempo todo deitado. Eles dividiam um alojamento e ficaram muito amigos.
Bem, depois de dez anos, o escocês, que tinha feito uma economai danada, que tinha um bom emprego num banco resolveu visitar seus colegas. Primeiro foi para a Tailândia. Chegando lá, viu que o tailandês estava riquíssimo; morava num palácio. Bem, eles se abraçaram e o escocês quis saber no que o tailandês tinha investido, para ter dado aquele salto.
"Tá vendo aquela estrada ? ", o tailandês apontou uma estrada com pedágios, cinco pistas para cada lado, o maior movimento,dava para ver da enorme janela da casa do magnata."Bem, eu era amigo do Ministro, ganhei uma concorrência, levei dez por cento por debaixo dos panos, e tenho um laranja que controla os pedágios,além do super-faturamento, é claro".
O escocês então foi para a A´frica. Chegou lá, todos sabiam onde ficava a casa do amigo. Era um castelo, dez vezes maior que a casa do tailandês, cheio de seguranças, um monte de mulheres lindas de todas as raças, animais de estimação , cachoeiras artificiais, piscinas,um luxo só. O africano gostou de ver o escocês.
E então, como você se deu melhor ainda que eu e o tailandês?
O africano riu e disse :"tá vendo aquela estrada ?" O escocês disse que não via nada, não tinha estrada nenhuma onde ele apontava...
Pois é. Nem o Pac mandou fazer as placas e já tem gente apontando para a estrada inexistente...
Disse Edith Wharton que uma vez ela perguntou para o amigo Henry James qual a palavra que ele mais gostava na lingua inglesa. Ele disse que eram duas e elas tinham que estar juntas: summer afternoon. Mas não sabemos se ele gostava das palavras ou das tardes de verão.
Já William Faulkner dizia que gosta de twilight ,também não especificando se o seu crepúsculo era bonito pelo significado ou pela sonoridade.
Na lingua portuguesa, temos o privilégio da palavra saudade, que tem o sal das lágrimas, a soledade do partir ibérico, a solidão soletudinal, e o estado pouco saudável do sofrimento.
Mas eu prefiro a palavra beijo. Ela pode estar banalizada nos tantos beijos que mandamos por e-mails, para desligar uma ligação telefônica, para rimar com desejo, com queijo, para abreviá-lo com duas letras, bj.Mas e daí?
Tudo é bom num beijo. A doçura, a exatidão, a largueza, a sonoridade,a proximidade. Kiss pode ser mais sibilante, mas o nosso beijo é mais dual, pois temos que abrir a boca para depois fechá-la.
E como pode viver alguém sem beijo?
Outro dia eu citei uma frase do herói Garibaldi e fez o maior sucesso. Realmente Giuseppe Garibaldi foi um cara interessante. Não há cidade na Itália que não tenha uma rua em sua homenagem e ele foi também agraciado com vários xarás . Pois teve uma época que chamar uma criança de Garibaldi foi moda.
Mas , além da estória que contam, que ele estava observando num barco, com uma luneta, uma cidade brasileira e viu que ela era bonita e fez o barco atracar para dar em cima dela , uma esposa de um sapateiro que ficou chupando prego, eu gosto da parte da sua vida, no segundo semestre de 1859.
Pois em seis meses, ele catou uma camponesa ( e ela engravidou dele), ele deu em cima de uma baronesa ( que não tava afins) . se apaixonou por uma condessa ( essa deu) e casou com uma adolescente filha de um marquês ( que estava grávida de outro cara).E aí, quando ele soube, resolveu ir para a Sicília , para fazer o que sempre soube fazer, isto é, revolução.
O que muitos italianos do norte pensam dele não é muito alvissareiro. Pois se não houvesse Garibaldi, o norte italiano seria mais forte que a Suiça; maldita hora que ele invadiu a Sicília.
E tudo por causa de uma lolita que já veio para o casamento devidamente festejada...
Pesquisas inglesas indicam que os celulares são mais prejudiciais que o fumo e o asbesto. O problema, é a radiação, mas no meu caso, eu tenho um agravante.
Nunca recebi notícias boas no celular. Ou são ofertas enganosas, cobranças indevidas , ou problemas caseiros.
O certo é fazer como a Dona Denise. O seu celular nunca atende. Ou está desligado, ou sem bateria.
E aí todos os problemas dela caem no meu número.