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Pois o impoluto PTB cancelou a candidatura do Rafael Ilha, o Pequeno Polegar...
Quando os jovens querem participar da política, são longe afastados...
Agora, se tirarem a Sonsinha e mais esta lei seca, eu acho que vamos ter uma onda de caretice enorme...
Aos doze anos de idade, o professor Mangabeira Unger se empolgou com o presidente Eisenhower e mandou-lhe uma carta com várias sugestões para o seu governo. Passados quinze dias , assessores do presidente ligaram para a casa do Mangabeira, pois queriam falar com o autor do projeto. Quando a Dona Mangabeira, mãe do pimpolho, disse que ele tinha doze anos, os aspones riram e ficou por isso mesmo.
E eu fico imaginando como seria o mundo , em plena guerra fria, com as idéias do nosso pequeno cientista...
Toda vez que eu ia na Biroska ( isso no tempo que o pai da Lilian, sim, o velho Nelson Golçalves ainda cantava A Volta do Boêmio, muitos anos antes de eu me tornar esse senhor casado de respeito que sou hoje) , a dona do estabelecimento , sim, a Lilian, quando me via, pedia para eu contar a estória do Samir Achôa.
É que o Samir , vereador e deputado federal, inclusive constituinte, era seu advogado e contacto entre as autoridades. Até aí, noves fora , zero. Mas a graça que ela achava era de uma história que ocorreu com o meu pai. Ele,num dia de eleição, não tinha candidato. E pensou o seguinte: o primeiro cara que me der uma filipeta, um santinho, eu voto. Porque ,isso pensava ele, tanto faz mesmo.
Bom, naquele tempo não havia a proibição da boca-de-urna , então veio uma mocinha e entregou-lhe o seu candidato. Era o Samir Achôa, um turco radialista. Bem, o meu pai votou nele e ele foi eleito.
Depois , o meu pai ainda teve ,ainda, alguma ilusão e acompanhava nos jornais a sua participação no mundo político. Bem, ou era por conta da imprensa,ou qualquer outro problema, o certo é que o Samir sumiu do cenário.Até que um dia, passado todo o mandato, meu pai leu que das várias propostas de lei que ele tinha feito ( e não falavam quais) a mais importante era a instituição do dia nacional da umbanda.
Ai o meu pai riu e disse, bem, era tudo o que nosso país sempre precisou. Um dia da macumba...
A Lilian morria de rir. Ela gostava do Samir e achava também um absurdo um deputado se preocupar com isso. Mas enfim, ele devia fazer outras coisas...
Pois hoje, ela deve estar triste, porque o Samir morreu. Vai ver que farão uns despachos para ele. Quem sabe, não ?
Ah, sim, ainda não existe o dia nacional da macumba. Em 2003 foi instituido , no dia 14 de outubro, o dia municipal dos cultos afro-brasileiros aqui em São Paulo, numa proposta de outro afro-macumbeiro, vereador sei lá o nome. Mas não é a mesma coisa. Eu até vou além: era caso de ser feriado nacional, para que todos pudessem entrar nos batuques.
Em outubro que vem,de qualquer forma, já me decidi, vou beber todas na Biroska, para me lembrar das Iemanjás e as Iansãs da minha vida.
O problema será a Dona Denise, que vai rodar a baiana quando eu voltar...
Essas intimidades... Sabem aquela estória do jardineiro que transou com uma freirinha nova , num convento ? Bem, foi um choque. Aí a Madre Superior chamou um cirurgião plástico e pediu para que ele fizesse a devida operação na moça. E quando o doutor perguntou se era a reposição do himen, a Velha Madre respondeu," não, isso é o de menos. Eu quero tirar essa cara de satisfação com que ela ficou".
Pois toda vez que a Eliane Cantanhede fala do nosso chanceler , a cara de satisfação é semelhante. Agora ela diz que o Itamaraty está assim , ressabiado, porque acha que é coisa do McCain , essa libertação da Ingrid.
Francamente... Eu tenho uma sugestão. É só entrar no site do Le Monde e enviar uma "message" para ela. Isso o jardineiro consegue fazer ; e nem precisa falar pro Assessor.

Eu tenho um sobrinho que é tatuador. Ele vive me oferecendo os seus serviços , mas eu não sei não. Acho que o tempo passou para este tipo de decoração corpórea.
Além do mais, sempre fiquei na dúvida do que escrever. O nome da namorada, ou time de futebol, isso é muito batido. Umas frases em latim, isso o David Beckham já fez e eu desconfio que não foi por isso que a Victoria ficou afim dele. E aonde cairia melhor a tatuagem ? Nos braços? Bem, nas pernas eu sou muito peludo. No pescoço, eu tenho medo. Nas costas, epa, eu sou espada. Lá,nele, bem, sejamos honestos: não cabem as tais "lembranças da minha viagem em Pernambuco", ainda mais nesses dias de frio. Melhor não fazer nada.
Mas eu descobri um site que trata de tatuagens literárias. É o http://www.contrariwise.org e tem citação poética, cara do Shakespeare, enfim, uma espécie de tatu-cabeça.
Nesses dias de Flip, o meu primo poderia ganhar uns trocados com esse tipo de tatuagem, se ele for para Paraty. As Capitus iriam adorar os seus Bentinhos ( ou Escobares) ou as Diadorins ficariam loucas pelos seus Riobaldos.
Se bem que aí ninguém iria prestar atenção nos palestrantes e naqueles blá-blá-blás todos..