| S | T | Q | Q | S | S | D |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | |
| 7 | 8 | 9 | 10 | 11 | 12 | 13 |
| 14 | 15 | 16 | 17 | 18 | 19 | 20 |
| 21 | 22 | 23 | 24 | 25 | 26 | 27 |
| 28 | 29 | 30 | 31 |
Talvez seja um curso de sânscrito, ou de redação, ou de boas maneiras, ou de leitura do manual. Mas que a tempestividade, digamos assim, do curso do Delegado Protógenes é uma coisa dantesca, isso é...
Ótimo período também para um diretor tirar férias. A coisa pode estar pegando fogo, mas ninguém é de ferro...

Um dia dois amigos meus discutiam por conta de gandulas. Um deles achava que os pegadores de bola deveriam ser da federação, para evitar atrasos ou demais catimbas, o outro achava que deveria ser meninos ,pois estes , mesmo torcedores, sempre respeitariam as regras. E eu não tinha opinião formada sobre este relevante caso.
Mas os espanhóis, mesmo com a bronca que alguns brasileiros estão deles, trouxeram uma solução, no mínimo, mais atraente.
Essas moças são candidatas a gandulas da Federação Espanhola de Tênis .Muitos podem dizer que com moças tão guapas, os tenistas podem se distrair, mas na terra do Rafael Nadal, as meninas estão com tudo.
Agora, o público pode parar de prestar atenção no jogo. Mas não tem importância. Afinal , são tantos saques, games, sets , que olhar para a gandula num terceiro game do segundo set não vai alterar a análise técnica do apreciador de tênis.
Aliás, para o futebol, com tanto zero a zero, as gandulas seriam ainda mais adequadas.
Neste episódio do Dantas e caterva , a blogosfera e os demais órgãos estão sendo pautados por um jornalista chamado Bob Fernandes, num blog chamado Terra Maganize. O homem tem informações quentíssimas,o tempo todo, como se tivesse pillow talks com o juiz De Sanctis e com o delegado Protógenes. Tentei me lembrar desse cara, mas a ficha não caia.Aí eu vi a imagem dele , numa entrevista e pude reconhecê-lo.
Depois que a sofrível Maria Lydia saiu do Jornal da Tosse, um jornal do meio-dia com o Hélio Ansaldo, Arnaldo Faria de Sá,Murilo sei lá, José Serra, Mellão Neto que passava na Record, de raro reacionarismo, ela foi ser âncora num jornal com convidados, na mesma hora, na Gazeta. Com um viés de esquerdismo tucano-petista sabido , com incorformismos próprios de uma classe média metida a liberal-socialista, ela trazia convidados como deputados do PT e do PSDB, algum iracundo direitista para ser desmoralizado por um sábio progrerssista e ela, como uma rainha do saber, pautava o debate.
Pois foi num desses execráveis programas que eu vi o tal Bob . Um sujeito magro, moreno, com alguns cabelos ralos , grisalhando-se, digamos assim, o homem era o rei das obviedades.
Bom, no seu blog agora , ele é muito criativo. Chega a reproduzir depoimentos que o Dantas teria dado ao delegado. Que queria abrir o jogo,queria destravar a língua, detonar tudo. Como Bob chegou a isso? Bem, duas hipóteses. Ou o delegado narrou o jogo, ou o Bob inventou tudo.
Nos meus tempos de ginásio, havia um colega, o Mineiro, que contava com detalhes os lances de uma partida de futebol que ele dizia ter ouvido em ondas curtas num rádio do seu pai. Dava impressão que ele conseguia ver pelos furos do alto-falante.
Bob Fernandes é sócio da Carta Capital e diz para todos que poderia estar milionário, mas o seu amor ao jornalismo o impede. É verdade.Ele poderia escrever ficção, nem o Harry Potter seria capaz de ser mais mágico.
Gente, pensem . Um delegado, por mais destrambelhado, iria abrir tanto o seu jogo, sabendo que com isso sua investigação perderia o gás e o foco?
Em se tratando de Bob, prefiro o Zé Bob da novela, que namora a Patricia Pilar e a Claudia Raia ao mesmo tempo e ainda tem a Juliana Paes de coleguinha e amiguinha.
Ontem eu coloquei uma foto do filme Manhattan , do Woody Allen. Pois hoje soube que o produtor Charles H Joffe , deste e dos demais filmes de Allen, faleceu. Joffe era o cara dos filmes do Woody por dois motivos. Primeiro, dava total liberdade para o diretor fazer o que bem quisesse ( fato este raríssimo) e o mais importante, arranja dinheiro com amigos certos, para que Allen fizesse os seus tantos filmes com sucesso cada vez menor.
Aquelas mesmas letras, as mesmas pessoas, tudo isso veio do trabalho de Joffe. Ele e mais Jack Rollins nos proporcionaram este mundo allenesco.Foi ele que foi buscar o Oscar porque o diretor estava tocando clarinete em Nova York .
Além de Allen, Joffe produziu alguma coisa do ator Robin Williams e descobriu o bom ( para os padrões americanos ) Billy Cristal.
Quando o humor perde um amigo, não devemos ficar tristes. Os amigos da boa piada não gostam. Vamos rir. Pois como já dizia a coluna das Seleções do Reader's Digest, rir é o melhor remédio.
Obrigado ,mister Joffe.
Por determinação médica, estou maneirando com a cafeína. Logo, nada de cafés, chás, refrigerantes. É incrível como estou tendo uma nova percepção das coisas. Ler os jornais provoca-me certas ondas de perplexidade. Querem alguns exemplos ?
Vamos lá. O Instituto Nacional Cultural Peruano elegeu a ayahuasca, isso mesmo,o chá do Santo Daime, que faz o povo vomitar e ter barato , como patrimônio cultural. E eu que pensava que era a poesia do Cesar Vallejo e os romances do Ricardo Palma e do Vargas Llosa que mereciam a minha atenção.
Segundo. O Iphan brasileiro vai tombar a capoeira, como patrimônio cultural nosso. Aliás, uma das coisas mais bizarras que eu vi na minha vida era um curso de capoeira que foi dado na Poli, nos anos setenta. E os maiores interessados eram os descendentes de japoneses!
E mais. A família do poeta Fernando Pessoa vai leiloar a correspondência dele com o Aleister Crowley. Isso é inacreditável. O Crowley era um sujeito que era ídolo do Jimmy Page do Led Zeppelin e da dupla Raul Seixas e Paulo Coelho. Assinava seus documentos com o número da Besta 666 , defendia surubas místicas e sacrifícios humanos. Tudo começou por conta de uns mapas astrais feitos pelo 666 e o Fernando Pessoa criticou, alegando erros nas quadraturas.
E, por fim, a extraordinária estória contida num romance menor , Gamiani, de 1833, escrito pelo romântico Alfred de Musset, sobre uma moça chamada Santa que perde a virgindade com um orangotango ( ele dá oito , sem viagra) ! Quer dizer, aquela imagem de romantismo tuberculoso , sem resultados práticos, platonismo total, qual o que ? Bom, só para acabar com a estória, a Santa foi pega com o macacão e foi, claro, punida, enviada para um convento. Mas aí se deu ainda melhor, porque as noviças , prá lá de rebeldes, tinham treinado um asno,muito bem dotado, e era uma cavalgada coletiva, todas as noites...
O livro tem um segundo título, "duas noites de excesso". Bom, acho que mais uns dias sem cafeína , as minhas leituras ficarão ainda mais delirantes...