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Se você acha que só eu fico cinquentão, hoje é o aniversário 5.0 da Kate Bush. Quer dizer, ela tem praticamente a minha idade , e a da Madonna.
Sei que tem muito leitor do blog que tem um xodózinho pela moça.
É só ficar nos Morros Uivantes que ela vem dizer que é a sua Kathy.
Parabéns, Dona Bush. Opa, agora que eu me toquei que ela tem o mesmo sobrenome que o coisa ruim...
Se for interino, até que vai. Mas se for efetivado, o senhor Juca Ferreita fará uma gestão cultural prá lá de soviética. Ainda bem que não terá verba mesmo...
Coisa de fazer o Koba aplaudir, lá no inferno.
Mas o Sarney vai querer emplacar o seu candidato, o acadêmico Marcos Vilaça.O imortal é conselheiro do TCU. Abre uma vaga para um dos fiéis colaboradores, quem sabe um ex-ministro..
E assim gira a ciranda.
Eu não conhecia nada do tal Molon. Eu era mais feliz na minha ignorância. O sujeito, aos 31 anos, é professor de história. Quando perguntado qual foi o melhor prefeito do Rio, disse que será o próximo, ele. O cara é um jegue completo. Isso me fez lembrar aquele jovem que berrou para o Doctor Johnson que história não servia para nada. E Johnson disse para Boswell, ,"tudo isso é muito triste". Aliás, em termos de professores, o caricaturesco Chico Alencar veio reverenciar o Pedro Caetano , num ranço total.
Você pode dizer que para ser prefeito não é preciso saber história. Ai tá bom, será a minha vez de procurar o meu biógrafo e dizer - lhe , tudo isso é muito triste.
O ministro Gil está se despedindo. E já disse que as coisas devem fluir naturalmente. E acabou o papo dizendo Let it be.
Pois eu me lembro que quando saiu o disco dos Beatles, simultaneamente, saiu o dos Stones, que , ao invés de deixar ser, deixava sangrar. A briga para a sucessão será sangrenta. Não que o ministério tenha alguma importância. Mas intelectuais , artistas e demais ilustrados são ferozes por verbas e verbos.
Agora teremos o nosso Gil fazendo o que gosta e o que gostamos.
E só para dar uma agulhada, em um minuto, qualquer um consegue se lembrar de seis músicas do talentoso cantor e compositor.
Mas em seis horas a gente não consegue se lembrar de nenhuma obra do seu ministério.

A Dona Denise ainda não se recuperou da minha última compra, o catatau Primeira Parte da biografia do Gustav Mahler, com mais de 1200 páginas, do De la Grange, que cobre seus primeiros quarenta anos. Dizia o compositor que sua vida eram as suas sinfonias, mas o biógrafo nos convence que não é bem assim. Bom, eu disse para a Dê que mais cedo ou mais tarde, eu teria que ler a segunda parte. E como o livro inicial que eu comprei é de 1971, eu calculei que já havia sido escrito o restante.
Mas aí que rola o conflito. Pois no Times Literary Supplement desta semana, há a resenha do quarto volume da biografia. Sim, os últimos onze anos de sua vida foram transformados em mais três volumes. E vejam vocês, eu nem desconfio a grossura do Vol 2 e 3 , mas o último tem 1777 páginas ! Aonde vai caber este léxico mahleriano, isso eu não faço a menor idéia. E não me venham com idéias de comprar um apartamento maior ou mais estantes, ou morar em casa de campo. Aliás, isso de estantes lotadas, está virando o desenho do Mickey no Fantasia, com os baldes e as vassouras!
Mas da resenha , ficamos sabendo que Mahler viveu numa Nova York à la Edith Wharton, onde o Met Opera dava prioridade à música alemã ( a colônia alemã era maior que os italianos) e Mahler regeu várias peças novas, como Busoni, por exemplo. Sua estréia foi com Tristão e ele trouxe, pela primeira vez , pasmem, Don Giovanni de Mozart. Mas o público não era tão moderninho, digamos assim. Por exemplo, ele teve que reger ciclos de Beethoven para depois reger Fidelio e o mesmo com Tchaikovsky, que só teve a encenação da Pique Dame, após muitas sinfonias.
O autor, apesar de ter tido muito acesso das informações de Alma Mahler, inclusive cartas , não livra a cara da musa. Ela era totalmente volúvel, quase quenga, tinha o hábito de dar bola para os amigos do marido ( o próprio Gropius transou com ela ainda casada com Mahler, e depois, viúva, foi sua esposa, ainda tendo um caso com Oscar Kokhoska). Isso, mais o excesso de trabalho, a falta de tempo para compor e sua condição fraca de saúde, foram fatais . Além disso, Mahler fez várias viagens devolta à Europa, e nunca de férias. Teve na Rússia ( aliás, lembro-me que Stravinsky contava que Mahler visitou Rimsky Korsakov e fez elogios diversos à música do mestre russo. Quando Mahler foi embora, Rimsky apenas comentou: ele falou de coisas que eu não faço a menor idéia , não sei como ele ouviu isso na minha pobre música...)
Muitos acham a música de Mahler difícil. Bem, é questão de costume.
Difícil mesmo é arranjar espaço para os volumes 2,3 e 4.
E , claro, para o próprio volume um, que fica na mesa do centro, sem nenhuma perspectiva de uma melhor localização.