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Bons tempos quando um lider popular , de esquerda, ficava rodeado do povão. Lembro-me do caso do Palmiro Toglatti , lider comunista italiano. Ele levou três tiros, mas sobreviveu. Quando saiu do hospital, foi -lhe oferecido segurança. E ele respondeu que a sua segurança era o próprio povo.
Mas o Jacques Wagner,governador baiano, não acredita na sua segurança pública e nem no povão, meu rei. E tacou logo uma blindagem no seu carro oficial,com placa Bahia 001.
Quando você andar no pelourinho...
Eu pensava que essa coisa absurda chamada tourada fosse uma exclusividade doentia dos espanhóis, mas esse esporte grotesco também ocorre na França. Pois agora, em Arles, surgiu um problemão. É que um moleque de dez anos , chamado Michelito, é um mini toureiro e craque no uso do pano vermelho. Por mais que seja um café com leite seja um bezerro e não um touro bravo, muita gente está pressionando o Sarkozy para proibir, não só mini toureiros mas também menores nas arquibancadas.
Aqui em São Paulo, até a década de vinte do século passado, na praça da República, havia touradas. Graças a Deus, esse prática desapareceu.
Hoje temos exposições de quadros sofríveis aos domingos.
Mas mesmo a mais tosca pintura é mais culta do que o assassinato de um animal, mesmo com a chancela de um Picassso ou de um Hemingway.

Eu gosto de mandar flores, gosto de comprar perfumes, dou jóias de presente, puxo a cadeira para ela, abro a sua porta do carro.
Por muito tempo me achei o último dos românticos.
O amante à moda antiga.
Mas juro para todos vocês que não fui eu que mandei as flores para a Senadora Ideli Salvatti.
Deve haver outro romântico no Brasil.
Com todo o respeito, tô fora da catarinense em questão.
O escritor argentino Alan Pauls ( que escreveu o livro O Passado, muito melhor que o filme) tem quarenta e nove anos , quase a minha idade , portanto. E tem a mesma sensação em relação aos que lutaram contra a ditadura . Ele os chama de setentistas , para mim, são os meiaoiteiros.No seu novo livro, História do Pranto, ele questiona essa gente, que fatura em cima dos seus atos passados, cometendo chantagens emocionais e relembrando o que querem , esquecendo o que não querem. Nesse sentido, o casal Kirchner são, para ele, imbatíveis.
Aqui os que lutaram contra a ditadura são iguais. Condenam e querem punir generais de pijama. Mas são chistosos nos convescotes com Delfim Neto. É uma luta inglória denunciar os pétains de hoje.
Penso no caso do José do Patrocínio. Quando houve a abolição, a sua vida pública ficou sem sentido. E passou a fazer lambanças, que só denigriram sua biografia. Há gente que foi advogado de presos políticos e hoje, bem, joga no time dos tubarões.
Ou ainda, no caso do Tancredo. Ele morreu no seu ápice. Ou alguém duvida que com aquele ministério , com o Chico sobrinho de ministro da fazenda a coisa degringolaria ?
De qualquer forma , brigar com os donos da democracia é inglória. Prevejo dias nublados para o Pauls.
Sabe aquele plástico de carro, "Hei de vencer, mesmo sendo professor"?
Pois é, ontem eu comentei aqui sobre a punição aos fraudadores de sigilo bancário do caseiro.
A proposta de pena alternativa que os seus advogados sugerem é fazê-los darem aula na rede pública.
Eu já desconfiava que a profissão de professor era um sacerdócio.
Mas no Brasil virou castigo.