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Existe um almanaque de piadas romanas, da época dos césares , repleto de anedotas, sobre vários assuntos. Uma das mais conhecidas é aquela que um romano foi cortar o cabelo num barbeiro loquaz, como todo cortador de cabelo. E o figaro pergunta como ele quer que ele corte o seu cabelo e o freguês responde: em silêncio.
Nada me incomoda mais quando alguém me pergunta o que faço eu com tantos livros, ou o que é pior, o que farei com eles, quando morrer.
Bom, considerando que os mortos não fazem nada , não poderei resolver o problema deles na minha futura ausência.
Pois este foi um tema levantado pela minha sogra, no almoço dos dias dos pais.
Lúcio Calpúrnio, nobre epicurista, sogro do Júlio César, era amante dos livros e morava em Herculano, onde mantinha a Vila dos Papiros, a sua biblioteca . Quando morria, pediu para que seus familiares cuidassem dos livros.
E assim foi feito, até o Vesúvio, em 79 d.C. , destruir a cidade e claro, a sua rica biblioteca.
Taí. Quando esse tema voltar à minha mesa, direi que os livros irão acabar depois de uma catástrofe natural.
E como eu gostaria de comer ? Leia a resposta no Philogenos
Eu não gosto de jogo de cartas, mas sei algumas regras. No poquer, por exemplo, você recebe cinco cartas e pode trocar uma,duas,três, até quatro, ou não trocar nenhuma.
Nas próximas eleições , na Câmara de Vereadores de São Paulo, 52 dos 55 edis vão concorrer à reeleição.
Dois, os senhores Estima e Mário Dias, não pretendem seguir no caminho da vereança. Dizem que estão cansados, que a vida política é exaustiva, que pretendem se dedicar à família.
Soninha, a candidata ciclista à Prefeitura, também não fará parte do time dos 55 atuais.
Com todo o respeito, acho que a população de São Paulo bem que gostaria de trocar todas as cartas, que as famílias dos nobres vereadores pedissem para que eles lhes dessem mais atenção.
O diacho é que a população diz não os querer, mas os elege.
Há quem me ache antiquado. Bom, no dia 11 de agosto de 1823, nasceu o nosso maior poeta, Gonçalves Dias. E no dia 11 de agosto de 1937, morreu , em Brice -sous-Forêt , a escritora Edith Wharton.
Sinto muito, moderninhos e moderninhas, mas o mundo entre essas duas datas me interessa muito mais que Olimpiadas na China, música axé-tecno, guerra na Ossétia, ou cachaçadas da Amy Winehouse.
Ah, com exceção de 1972, tudo não se transformou. Tornou-se repetidamente menor.
Se é que o Phelps vai ganhar mesmo mais medalhas que o Spitz.
Segunda-feira é aquele dia que a gente nunca tem motivação. Só de sair da cama...
Mas não devemos reclamar. Em termos de motivação, estamos por aqui, firmes e fortes.
Agora, imagine os locutores da Globo que não foram para Pequim, cobrir as Olimpiadas e devem vibrar com um Botafogo e Palmeiras ou um Náutico e Santos...
O Merquior dizia que o Jorge Mautner era o sujeito que tinha feito a cabeça dos baianos, mas havia se esquecido de fazer a sua própria cabeça antes.
Uma das palavras mais ditas pelo Tarso Genro é republicana.
Pois é. Nesse samba do cioulo louco que é o vai e vém , da anistia à punição, teremos uma oportunidade republicana de escutar o cabeça não - feita Jorge Mautner sob a égide do MEC.
É que no dia 15 de novembro, num show em Brasília, patrocinado pelo MEC, Jorge Mautner e Nelson Jacobina apresentarão a versão tropicalista do Hino da República.
Resta saber se haverá coro de anistiados , à esquerda e à direita.