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O senador Tasso acusou o presidente Garibaldi de ser o coveiro deste senado moribundo , por conta das Medidas Provisórias.
Olha, senador, o Senado morreu no episódio Renan.
E vou mais longe. Se nos Estados Unidos, Barack, Mc Cain ou antes a Hillary, por serem senadores se capacitaram à presidência, eu não vejo, nos oitenta e um senadores patrícios, um único , um único sequer, com tal dignidade.
Vivo,morto ou o que é pior, suplente.
Primeiro ele só falava de fome zero. Depois foi a vez do primeiro emprego. Depois foi o biodiesel , e aí daqueles dedos sujos que apontassem para ele. Depois foi o Pac pac pac. E agora, ele só fala no pré -sal.
Como dizia a minha vó, "como esse moço é volúvel. Vai acabar sem nenhuma delas".
Sinceramente , eu não sei se é o fim do mundo, ou o início de uma nova era. No mundo das revistinhas, o Tio Patinhas italiano, Zio Paperone não terá mais revista. Fica apenas o Topolino ( Mickey) e com as vendas cada vez menores, os personagens de Patópolis ou a turma da Minnie e o amigo Pateta correm o risco de sumirem das bancas. Na Espanha e Portugal, isso já aconteceu.
No Brasil, também estão em queda as revistinhas da Disney .
Há quem foi alfabetizado com elas.
Eu mesmo confesso que aprendi muito de italiano com o Paperino e o Zio Paperone, bem como com a revista Corriere dei Piccoli.
Mas, por outro lado, nada mais antigo que revistinha.
Lembro-me de um primo meu, o Lenão, que era um colecionador tão zeloso que comprava dois exemplares iguais. Um para a leitura , outro para a coleção. Quando ele se casou, claro, abandonou toda a tralha na casa dos pais.
E tem outra coisa: se as revistas derem prejuizo na Editora Abril, a Veja vai ter que ser mais apelativa. Talvez fosse melhor para a imprensa, mais gente ler revistinha.
Ou nem isso conserta a revistona.

Como escreveu, no seu livro O livro de Antônio, o grande escitor Antonio Carlos Villaça, as coisas mudaram muito na Igreja depois do Vaticano Segundo...Os bispos são considerados os príncipes da Igreja e o Dom Tarcísio Scaramussa foi nomeado pelo Bento XVI agora, em janeiro, bispo auxiliar do Arcebispado de São Paulo. Um cargo importantíssimo.
Pois é.
Ontem a Dona Denise , pelo terceiro ano do falecimento do seu pai, encomendou uma missa. Pois foi comunicada , na sacristia, que agora era assim, não era mais possível citar o nome do falecido. Eu estranhei, pois a minha mãe, volta e meia, na sua paróquia, encomenda missas e os padres sempre citam o nome do meu pai.
Depois, numa dessas modernidades, instalaram na frente da igreja, um desses relógios que marcam número de senha em fast food. E de quando em vez, sem muita lógica, como se fosse uma escolha randômnica, surge um número e um apito, para marcar uma canção, do livro de cânticos. Eu sempre achava que a missa era um momento de reflexão , onde o silêncio é valorizado. Mas enfim.
Bem, a missa foi celebrada pelo bispo Dom Tarcísio. Eu esperava um belo sermão, palavras inspiradas pelo Espírito Santo. A honra se deveu a ser uma missa de sétimo dia de um padre daquela paróquia. Bom, o bispo, sem qualquer inspiração, numa igreja lotada, sequer comentou as leituras e chegou ao cúmulo de dizer que não conhecia o padre falecido há uma semana, mas que devia estar no céu. Bom, era o mínimo que esperamos de um padre.... Logo em seguida, este príncipe , ainda em conjecturas, admite que o falecido deve ter feito muito bem no Brasil ( sic) e se preocupou mais em avisar que no domingo haverá uma procissão, do Pátio do Colégio até a Sé. E lá, Dom Tarcísio afirmou: tenho certeza que até o Dom Odilo irá(re-sic).
Saimos da missa, infelizmente, menores . Mas se Bento XVI , infalível que é, não encontrou nome melhor para o posto, é sinal que eu não entendo nada mesmo de catolicismo.
Vivemos mesmo os tempos da Madame Verdurin e do Peppe Merda, para ficar nas obras do Proust e do Lampedusa.
Pois a Oi, a companhia de celulares , está com uma proposta digna de nos lembrar o casamento entre os novos ricos e as velhas famílias da nobreza. Ela quer reconstruir o teatro que pegou fogo, desde que seja introduzido o seu nome formando assim o teatro Oi Cultura Artística.
Eu , como um reacionário senhor antigo, acho que essa exigência, a adoção deste nome pavoroso, é algo grotesco, mas numa cidade onde existe até um cine Bombril, tudo é possível.
Deveria haver uma forma mais elegante do patrocínio ser feito, sem ferir o patrimônio da cidade.
Até porque, com a volatilidade dos negócios, daqui a pouco a Oi muda de nome, para Alô , ou para Ui , ou para Ai e tudo fica muito feio.
Mas parece que se não for desse jeito, é Tchau Cultura Artística.