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A famosíssima lingua dos Stones, sim, o logotipo, foi vendido ao museu V&A pelo equivalente a 151 mil reais.
Pois eu tive o meu primeiro carrinho, um fusquinha vermelho, e o adesivo do vidro traseiro era justamente a lingua.
Teve um tempo que eu pagaria este valor , se pudesse voltar a este tempo.
Mas agora acho que não há lambida do mundo que valha tanto.
Um amigo meu , uma noite, estacionou o seu carro na rua, para ir numa festa. Veio o flanelinha e pediu a grana adiantada. O meu amigo pagou. Na volta, percebeu que tinham furtado uma roda do seu veículo. Veio o flanelinha prá checar a situação. Ao ver o ocorrido, foi categórico. " Aqui não foi, doutor". Como se fosse possível o carro ter chegado no local com apenas três rodas...
É que nem essa estória do grampo. Quem fez ?
Aqui não foi.
Quem é cliente do Banco do Brasil sabe que nunca tem grampo nos grampeadores das suas salas de atendimento automático.É impressionante, seja quando a agência está aberta , seja quando já está fechada, você precisa levar o comprovante de pagamento, ou as folhas do cheque e grampeá-los em casa.
A Abin, todos dizem, não tem estrutura nenhuma, não tem agentes operacionais, são só analistas. A diretoria afastada ( temporariamente ) é toda composta de membros da Polícia Federal, que é a instituição que possui todos os equipamentos para todo tipo de escuta.
Já vimos que agentes daqui e dali ficam se ajudando, numa informalidade fantástica.
Se Lula puniu o pessoal da Abin para com isso avisar a turma da Policia Federal que a brincadeira acabou, fez bem.
O problema é que o Tarso Genro não consegue segurar a tigrada da PF.
Resta saber se há alguém que consiga.
E não é com força. É com jeito.
Novela é a nossa dramaturgia, ai de nós. E assim, vivemos, por seis meses , perdendo esse tempo vendo o dramalhão previsível. O que sustenta a audiência, sempre, é o ator ou a atriz. Aliás, quando o teatro não é a personagem vivida pelo ator ou pela atriz ?
Mas do mesmo jeito que uma atuação impecável faz-nos sempre lembrar determinadas novelas, algumas canastrices nos fazem abandonar, no meio, o novelão.
Vejamos o caso da A Favorita. É uma novela com certas inovações. Afinal, todos nós já sabemos quem foi a assassina. Então, o autor, contando o fim, quer que fiquemos preocupados com o meio.
E aí é que está. A Dona Patricia Pilar está afundando a novela.
Caricaturesca, ela parece que ficou vendo o desenho Pink e o Cérebro para montar a sua Flora. Fica ela, maquinando, irritada com a burrice do Dodi , o canastraço Murilo Benício,o Pink cafajeste. Ainda quando pinta o Ary Fontoura, rola alguma coisa. Mas vê-la dando tapas e socos na mesa e nas paredes, achando todo mundo idiota e só ela a gênia, querendo dominar o mundo , isto é, dominar tudo que era da Donatela, é algo que raia o tosco.
Patrícia ( que deve ter feito uma plástica para corrigir o nariz e com isso perdeu muito da sua graça) poderia se inspirar no próprio seu marido, o da vida real, o Ciro Gomes.Ele também quer dominar o mundo.
E não seria muito difícil. Era só pedir para o escritor da novela mudar o sobrenome da Donatela. A Cláudia Raia não seria mais Donatela Fontini.
Seria Donatela Serra.