| S | T | Q | Q | S | S | D |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 |
| 8 | 9 | 10 | 11 | 12 | 13 | 14 |
| 15 | 16 | 17 | 18 | 19 | 20 | 21 |
| 22 | 23 | 24 | 25 | 26 | 27 | 28 |
| 29 | 30 |

Amanhã vou para o Rio , para o casamento de uma grande amiga minha. Vou sábado, volto no domingo. Nem sei se vai dar tempo de pegar uma praia.
A Priscila Fantin disse que a água está uma delicia , mas não sei se vai dar praia.
E para vocês , leitores queridos, uma bom fim de semana.
Todo dia escuto uns quatro discos em casa, fora os cds gravados em dados, no trabalho. Mesmo assim, reconheço que quando se tem uma enorme coleção de discos , a vida do discófilo é como Roma, uma só vida não basta.
Pois eu descobri um sujeito que está vendendo todos os seus 300 mil compactos simples e seus 3 milhões de LPs ou cds. O seu site é o www.thegreatestmusiccollection.com e deve ser mesmo a maior coleção.
O dono, um tal Paul Mawhimney, alegou idade, cansaço e falta de grana, além da questão de espaço. Eu não sei se ele conseguiu vender a coleção ou ainda não.
De qualquer forma, hoje eu acho que a melhor coleção de discos, ou de livros, ou sei lá que mais, está no brilho dos olhos de um menino (seja ele de qualquer idade) , à frente de uma vitrine de uma loja .
Como a capa do cd do Van Morrison, down the road.

Surgiu um boato que a governadora Palin havia proibido Harry Potter nas bibliotecas públicas do Alasca. Num primeiro instante, ficamos tentados a aplaudir a medida.
Mas ela logo desmentiu.
E pensando melhor, isso de proibir livros, de queimar livros, é, mesmo que seja Harry Potter ou Paulo Coelho, o melhor é deixar que saiam e circulem e que sejam lidos todos os livros, não é mesmo?

E eu nem li o penúltimo livro do Roth e ele lança o seu vigésimo-nono, Indignation. Como sempre, é uma estória de um angustiado, dessa vez nos anos cinquenta, um estudante.
Ontem eu estava falando com uma amiga minha , ela me perguntou dos meus textos e eu lhe disse que estava trabalhando num romance à la Roth e pelo seu silêncio ela deve ter pensado, mas quem ainda lê Roth ?
Já pela manhã, a Dona Denise comentou que não queria ver o filme do Meirelles, o Cegueira do Saramago e eu , lendo as críticas, percebi que o filme parece até nem ser mais feito para ser visto. É para se fazer um blog nas filmagens, para sairem fotos, para os atores e o diretor dar entrevistas , para festivais e tapetes vermelhos...
Hoje mesmo,no Valor, a editora da Record diz que escritores como o Dalton Trevisan ou o Rubem Fonseca, esse tipo que não dá entrevista, não tem nenhum futuro. Mesmo Coetzee, que é premiado com o Nobel e tudo mais, chegou na Flip e leu um capítulo do seu livro e foi embora. Pronto, ele flopou. Ninguém gosta mais disso. O pessoal não qer ler, quer conviver com a celebridade que, por algum acaso, escreve.
Mas voltando a Roth, ele , que é um pessimista como todo judeu intelectual pós Holocausto, ele lembra que ele, ou Updike ou Oates, foram capas da Time, apenas por escreverem. Hoje isso seria impossível até mesmo para a autora do Harry Potter.
O jeito é brilhar, aparecer nas telinhas ou na internet. Roth lamenta a falta de tempo para reler obras como Moby Dick. Perde muito tempo ainda escrevendo.
Ele , acho eu, tem razão. E ainda acredito que possa escrever a minha pastoral, a minha quase memoir.
Mas se tiver que ficar indo no programa da Ana Maria Braga, aí sei lá, não faz muito o meu estilo.
Quando a inflação era 80% ao mês, o presidente Collor disse que só tínhamos uma bala. E veio o confisco, muito longe de ter sido uma medida acertada, não é mesmo ?
Pois agora o ministro Hage, da Controladoria Geral, diz que o grampo é a única arma contra os crimes de colarinho branco.
Será mesmo ?
Como se dá em países democráticos ? Pode-se grampear de qualquer jeito ? Acho que não.
E outra dúvida : é mesmo geral a controladoria, ou é parcial ?
E quem controla essa controladoria ?
E se o ministro for grampeado ?
Por isso, é melhor pensarmos em ter mais balas, não é mesmo ?