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Gosto muito de um duo francês chamado Air. Eles tocam vários tipos de teclado e são muito influenciados pelo Pink Floyd. Ou melhor, pelo tecladista Richard Wright, que sempre foi considerado um membro mais apagado, um menor, quando se fala em Floyd.
Uma vez eu estava em Londres, quando ele lançou o disco Broken China. E os cartazes de divulgação eram mirrados, nem pareciam os mega anúncios do supergrupo que ele sempre fez parte , desde os tempos do Syd Barret...
Hoje, chega a notícia da sua morte. Ele estava com cancer.
Talvez eu seja um dos únicos que gosta do Ummagumma , do disco 2, onde Wright toca uma peça de piano com fortes dissonâncias.
Enfim, a vida é isso, é uma porcelana, que as mãos do destino ,sempre, fazem a questão de espatifá-la.
E depois, fica o silêncio.
Virou moda no governo brasileiro o uso indelicado de metáforas grosseiras. Quando elas são ditas pelo presidente, vá lá, é o seu estilo. Mas quando são doutores, tudo fica muito triste.
Vejam o caso do Doutor Mantega. Ele disse agorinha que se fossem outros os tempos, o Brasil já estaria de quatro, por conta da quebra do banco americano Lehmann Brothers.
Na canção pop da Rita Lee, ela ficava de quatro , no ato.
Pois o Brasil ,muito provavelmente, ainda não está nesta posição porque o presidente Lula nunca seguiu os conselhos lança-perfume do pai da bela Marina, a moça que vira com seus decotes alguns homens de ponta-cabeça...

O nosso amigo Diego, do ótimo blog canguçuon line, nos avisa que o Padre Quevedo dará um ciclo de palestras na cidade , na última semana de novembro. Se eu estivesse lá, faria três perguntas:
1) tem algum feitiço para resolver a situação do Riograndense ,o colorado da cidade de Rio Grande ?
2) A minha vida vai tomar rumo?
3) Tem alguma mágica que salva o governo da Yeda ?
Muito provavelmente ele responderá que "izo no ecziste"...
Na pacata cidade de Chioggia, no Vêneto, um marido teve uma indisposição e saiu do trabalho duas horas mais cedo. Mas ao contrário dos maridos modernos, não ligou para casa antes. Chegou na sua residência e encontrou a esposa na cama com o padre , um senhor de cinquenta e três anos. Bem, a esposa , de 37 anos , não estava se confessando, pois para isso não precisa ficar sem roupa , nem se deitar na cama com o seu confessor.
O bispo de Veneza, superior ao padre, já recolocou o sacerdote em outra função, numa espécie de reeducação moral e cívica, lamentou o acontecimento, mas pediu para que o casal mantivesse a fé católica.
O marido lamentou a sua sorte e disse que gostava muito do padre e dos conselhos que ele dava para os fiéis.
Pelo visto, o maridão é o maior corno da paróquia. Mas como já dizia o Waldick Soriano, isso acontece.
Na ópera Carmen , a bela espanhola , ao ver o soldado José, se insinua e canta a ária L'amour, onde ela explica que o amor é um sentimento que nos faz largar tudo. O militar, ainda cônscio do seu dever, está limpando a sua arma e no começo não a escuta, mas depois , é o amor.
Penso nisso quando vejo jovens que se mantém tão preocupados com a carreira e não percebem as insinuantes Carmens.
Pois quando elas chegam, anos mais tarde ,para homens da sopinha vono, aí eles não ligam mais para o seu trabalho. Só que , muitas vezes ,aí é que elas não chegam.
L'amour ,l'amour,l'amour...