| S | T | Q | Q | S | S | D |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | ||
| 6 | 7 | 8 | 9 | 10 | 11 | 12 |
| 13 | 14 | 15 | 16 | 17 | 18 | 19 |
| 20 | 21 | 22 | 23 | 24 | 25 | 26 |
| 27 | 28 | 29 | 30 | 31 |
www.youtube.com/watch?v=j02k9t4rP50
É aniversário do Pelé. Então viva o Pelé da dança!
Em 1978 eu era um péssimo aluno e andava perdido pela escola. Pois neste ano eu conheci uma menina que tornou-se minha amiga prá sempre. Pois no primeiro dia que eu a visitei, havia numa sala da sua casa uma guitarra com um amplificador. Ela me pediu para tocar alguma coisa. Toquei então My sweet Lord, do George Harrison. Há duas maneiras de se tocar a canção mais famosa dele, em mi menor, que é a ideal para quando é para a turma toda cantar junto, ou em fá sustenido menor, que deixa espaço pro solo clássico da canção ficar igualzinho. Pois enquanto eu tocava para a Eduarda em fá # m, vi que na porta chegava uma senhora, claro, a sua mãe. Quando acabei, ela perguntou-nos se era dos Beatles. Nós dois rimos, mas confirmamos. Eduarda então me apresentou, dizendo que este era o Rick. Pois sempre a Dona Jacy me chamou assim.
Nos dias de hoje temos dois tipos de pais, nos extremos. Aqueles que não conhecem os amigos dos filhos e outros que querem fazê-los seus próprios amigos . São duas coisas erradas; o ideal é conhecê-los e manter aquela distância , afinal há uma geração no meio. E sempre foi isso que a Dona Jacy fez , com todos os amigos da Eduarda e também do seu irmão Jairo. Ela era professora ,acho que particular , eu nunca soube direito e teve que criar seus dois filhos sozinha , pois ficou viúva muito cedo. Ela parecia não se surpreender com nada. Podia ouvir qualquer absurdo que sabia compreendê-lo , a seu modo, e conduzir a conversa pelo seu próprio caminho. Às vezes a vi exaltada com os filhos, afinal, tinha que impor alguma disciplina naqueles dois, mas sempre com precisão , numa firmeza educada.
Sempre me convidou para almoçar ou jantar, tratava-me com a simplicidade das pessoas de bem do interior e às vezes achava que eu era da turma do Jairo, embora eu fosse mesmo apenas um ano mais velho que sua filha.
Hoje o Isidoro, seu genro, me deu a péssima notícia que ela morreu. Ela não vinha bem,isso eu já sabia, mas tinha tido uma melhora e agente sempre se ilude.O velório e o enterro serão hoje e amanhã ,no Cemitério do Morumbi. Eu ando covarde para essas coisas, na semana passada morreu um primo meu e eu também não fui, acabo preferindo o conforto espiritual da missa de sétimo dia. Sei, é besteira, afinal a morte é apenas a confirmação que tivemos a boa vida , a boa batalha citada por Paulo.
Então, Dona Jacy foi chamada por Deus para o encontro e eu , que cantei que queria vê-Lo ,sei que it takes so long... Mas quando chegar a minha hora , tenho certeza que estarei de recuperação , numa prova substitutiva, e pedirei para ela interceder por mim no conselho, para eu não ficar de depê. Ela que já terá conhecido todo mundo , vai dizer no julgamento que o Rick é legal, afinal, chamou o nosso Lord de sweet, como o beatle.
Dona Jacy, Hare Krishna, aleluia.
Na semana passada, quando visitava a Clara na maternidade, o profesor Alge me fez uma pequena crítica : "você está mais afrancesado que o cunhado do Conde Ciano! Vai acabar ouvindo Charles Trenet o tempo todo".
Ele não sabia que uma vez , numas férias de julho, fui com a Dona Denise e o Julinho para Campos do Jordão e levei comigo uma caixa tripla de cds do Trenet, para o profundo tédio do resto da minha família...
Bem, pois eu que me preocupo sempre com o que restou dos amores da minha vida, gosto muito deste clip, onde o compositor,no filme, recebe o consolo da sua mãe, que sabe que os amores são mesmo assim.
www.youtube.com/watch?v=xWAxaHuwg30 É do filme A cavalgada das horas , de 1943
UM dia, meu velho amigo Rocha Lima contou-me uma estória que nunca mais saiu da minha cabeça. Quando ele era criança, um dia, foi com a mãe comprar roupas. Ele queria uma roupa branca, mas a mãe apenas disse para o vendedor : " essa cor ele não gosta". E pronto. Minha vó dizia sempre para mim, criança não tem querer, mas a mãe de outro amigo meu de infância, o bom Fernando Mendes Junior, usava outra frase com o mesmo sentido , criança não tem luxo.
Será que nossas crianças perderam o sentido? Eu digo isso com a tranquilidade de ter criado um filho. O que vejo nas ruas de filhos se arrastando no chão, chutando o pai, querendo dar soco na mãe, gritando com professores... Agora mesmo, uma moça de 23 anos , nenhuma criança, certo ? , foi presa após ter chutado uma porta da sua escola ( nossa , porque é uma escola pública ) porque chegou atrasada e não pode entrar. Ela danificou um bem público, mas sempre tem aqueles que dizem que não foi nada de tão radical ! Daí a matar um colega ou agredir um bedel ...
Uma vez , numa lanchonete chamada Trio's, perto da minha escola no ginásio, uns idiotas da minha classe fizeram uma guerra de mostarda e katchup entre si e o pobre do funcionário, que estava sozinho acabou sendo alvo do ataque desses moleques. Eu achei errado e quis argumentar pró-funcionário ( que aliás teve que limpar tudo sozinho) e fui tachado de careta e babaca.
Uma amiga minha brinca que eu sou o único cara que ela conhece que entendeu o filme Limite, do Mário Peixoto. E eu lhe respondi , com outra blague, que também entendia o limite no cálculo. Pois vou mais longe, eu acho que falta às nossas crianças o conceito do limite, para o bem das suas próprias vidas .
Ou então, vamos para a barbárie.

Essa mania de reprises... O SBT fica reprisando o infame programa Casa dos Artistas aquele primeiro, onde a Barbara Paz teve e não teve um caso com o irmão da cidade de São Paulo, o Supla.
Ela não gosta disso, pois alega que aquele tempo não tem nada a ver, pois ela era muito imatura.
Eu concordo. Quando eu fiz a Poli também era um crianção. Outro dia eu fui até a minha ex -escola para assistir uma palestra, fato este que me deixou um pouco chateado.Encontrei um colega daquela época. De repente, antes que rolasse aquela sensação de dejavu , ele dormiu, numa prova que o tempo é cruel. Tudo muito estranho
Mas voltando à Barbara, acho que o problema dela é a falta de remuneração.
Aliás , a minha também. Se eu tivesse ganhando para assistir a palestra eu não estaria tão insatisfeito.
Agora, ir prá debaixo do edredon com o Supla, meu Deus, isso seria algo abominável.