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Não me refiro ao Quadros, que sempre foi e agora não está mais aqui para ser doido. Digo isso do jornalista Jânio de Freitas. Pois ontem ele , na sua coluna, desanda a falar mal do conceito de democracia americana, onde um candidato negro não se manifesta negro , para ganhar uma eleição.
Bom, meu caro, se o método foi esse e o levou para a Casa Branca, que ótimo, não ? Quantos representantes desta minoria ( coisa de 12%) não sobrevalorizavam a cor da pele e o que conseguiram com isso ?
Jânio escreve rebuscado, à la Euclides da Cunha, forçando o leitor médio ler e reler , pois o sujeito vem antes, depois e durante o predicado. É useiro e vezeiro das frases de efeito, tipo "somos todos os assassinos , ou somos todos os culpados , ou somos todos alguma coisa". Quando Collor usou o episódio Lurian, declarou-nos todos pais daquela menina. Evidentemente, quando ela cresceu e tomou decisões questionáveis , aí ele saiu daquele todos que eram seus pais.
Ficou famoso por prever licitações viciadas. Colocava cifrados os resultados dos vitoriosos em classificados obscuros. Claro, se apostarmos nos dois times e no empate, teremos 100% de chance de prever o resultado...
Mas apenas para ficar na questão racial, há momentos e momentos. Aqui no Brasil, quando questionaram Machado por ele não falar da escravidão, ele calou-se. Coube a Nabuco dizer que Machado não era negro, era heleno. Não era hora para bravatas.
Até hoje há quem questione o genial Cartola por nunca ter seguido a linha black is beautiful. Acho que a única canção dele que fala da cor da pele é Ensaboa mulata e mesmo assim sem qualquer conotação social .
Por isso, penso numa lição que me pai me deu. Ele tinha um colega de trabalho e amigo que era negro. Um dia, um outro colega , talvez meio alegre por conta de bebida, fez troça e comentou que o amigo do meu pai, "apesar " de ser negro, era um sujeito legal.
Pois meu pai apenas comentou, firme, "ele é negro? Eu nunca percebi isso..."
Por mais que eu discorde do George Martin, nisso ele tem razão. O Álbum Branco dos Beatles, que completa seus quarenta anos seria um disco excelente se fosse simples.
Como reclamar de um disco com Helter Skelter, Honey Pie,Back in the URSS , Happiness is a warm gun, While my guitar, Julia, Blackbird ,e mesmo Obladi Obladá?
Talvez seja um prelúdio do disco solo dos quatro ( ou dos três compositores) . Ou então uma forma desordenada de ver o tempo passar e a proximidade com a inevitável transformação que conduziria ao fim do fenômeno beatle; de qualquer forma, o disco é muito diferente dop Sgt Peppers ou ainda do Abbey Road, discos que fazem fronteira com ele.
Só o comprei depois do fim da banda, ele era caro para as minhas posses. Assim sendo, escutei-o sem a febre da novidade e pude apreciá-lo melhor.
Talvez eu possa dizer que vive-se sem ele, mas depois de ouvi-lo dificilmente o esquecemos. Isso pode significar que é um grande disco, não é mesmo ?
Claudia Ohana disse que nunca teve nenhum problema em despir-se. "Nos anos 70 eu tomava banho nua com meus amigos".
Ela devia ter seus dezesseis , dezessete anos quando isso acontecia.
Dizia Dorothy Parker que se um dia te acham bonita, tire uma foto.
Claudia tirou. Mas essas que ela tirou agora, francamente, eu perdi a vontade do banho mútuo.

Uma das canções que eu mais gosto do Sinatra é Fly me to the moon. Afinal, é este o sentido da paixão. Quando se conhece uma deusa, ficamos no mundo da lua.
Agora os cientistas estão prevendo para o final do século 21 a possibilidade bem viável de haver motéis na órbita terrestre e assim, os casais passariam a lua de mel no espaço.
Bem, é certo que lá por 2099 eu já não estasrei mais aqui e mesmo se eu fosse um Fábio Junior, isso de lua de mel estaria descartado na minha vida numa eventual segunda metade do século, mas é preciso ser muito sem imaginação mesmo para precisar de roupa de astronauta para fazer uma viagem que costumava-se fazer sem roupa...
Volta e meia aparece a discussão da profunda necessidade de uma ampla reforma política. E aí há várias propostas e no final, não acontece nada.
O Senado é sempre questionado. Há quem queira acabá-lo , mas a última idéia não é tão radical assim. Sugere que se acabem as eleições dos senadores e dos seus ilustres e desconhecidos suplentes. E para o lugar dos três , entrariam os primeiros três deputados mais votados.
Para São Paulo, sinceramente, eu não vejo nenhuma diferença. Pois os três deputados com mais votos foram o Clodovil, o Paulo Maluf e o Frank Aguiar.
Então, o Clodovil entraria no lugar do rei do chilique, o Maluf substituiria um também representante da colônia árabe e o Cãozinho dos Teclados tocaria uma versão instrumental do Blowin' in the wind.
Tudo na mesma.