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Samuel Coleridge, um dos maiores poetas ingleses , tinha 20 anos quando sofreu uma desilusão amorosa e além disso, estava muito endividado. Assim sendo, largou o seu curso em Cambridge e foi para o Exército. Lá, o autor de Kubla Khan e no Ancient Marriner mostrou-se um incompetente. Além de não conseguir manter seu rifle limpo, nem deixar de levar vários tombos de cavalo, ele não servia nem para ser guarda.
Portanto, quando a sua família soube desse absurdo, quitou suas dívidas e conseguiu sua liberação. Para o exército inglês talvez tenha sido até um alívio. Ao voltar para a escola, como castigo, foi obrigado a traduzir 90 páginas de um texto grego para o inglês.
Pois então foi isso. Um poeta não serve prá guerra, não consegue andar de cavalo, não sabe administrar suas dívidas e a tradução sempre foi um castigo.
Ah, sim, houve a desilusão amorosa. Mas isso ocorre para todos, aos vinte anos.
A canção do Sinatra que eu mais gosto é Fly me to the moon, mas essa versão da Krall é de fazer-nos esquecer The Voice.
Política é uma coisa muito esquisita mesmo. Se a economia patinar , quem ganha ? A oposição ? É uma boa para o Aécio ou para o Serra?
Pois há quem diga que se a nossa economia ficar na base do pibinho de 2% nenhum dos dois estarão dando gargalhada. É que a candidatura da Dilma fica totalmente inviabilizada e aí a base terá que escolher um político para sair dando canelada por aí.
O nome, o único que resta, é o Cirão velho de guerra.
Ou seja, se a maionese desandar, quem ri mesmo é o marido da Flora.
Pelo menos num primeiro momento.

Em 1976 , até 1979, o cantor David Bowie foi morar em Berlim , quando ainda havia a Alemanha Oriental. Ele tinha tido dois anos (72/73) de estrondoso sucesso na Inglaterra e resolvera ir para Los Angeles, tentar cinema e vencer no mercado americano. Nada deu tanto certo assim e ele , fascinado pelo escritor Christopher Isherwood ( Cabaret) foi morar em Berlim Ocidental. A sua esposa ficou na Suiça, o filho numa escola militar inglesa e ele passou a flertar de modo irresponsável o mundo nazista. Falava tolices como Hitler foi o primeiro grande rock'n'roll man,se entupia com cocaina, andava de bicicleta e a pé sem ninguém o reconhecer.
Neste período , passou a gravar música instrumental tecno, como Low e Heroes, em parceria com Brian Eno e Iggy Pop.
Na sua vida sentimental, Bowie arriscou como nunca: namorou Oona O'Neill , viúva de Chaplin. Ele com 29 anos, ela com 51 e oito filhos. Aliás, a filha de Eugene O'Neill não era uma viúva alegre e sim uma viúva bêbada. Ela, que se casara com um Chaplin 36 anos mais velho ( o que lhe valeu a ruptura entre aspas com o pai; o dramaturgo tinha abandonado a família quando Oona tinha apenas 2 anos de idade) namorava também, ao mesmo tempo Ryan O'Neal.
Voltando à música de Bowie, anos depois esses dois discos foram reescritos em formato sinfônico por Philip Glass e foi um período muito interessante. Na verdade, seria como um cantor ou uma cantora pop como Justin Timberlake ou a Britney lançassem discos instrumentais.
Na década de 80, Bowie passou a tocar com Stevie Vaughn e seu som, finalmente, fez sucesso na América, com perdas e algum ganho.
Quando o muro de Berlim foi derrubado, a moçada cantava um trecho de Heroes, pois eles se julgavam heróis, pelo menos por um dia, e esse dia era aquele. Na década de 70, antes da sua ida à Alemanha, havia quem visse na Inglaterra, um espelho da República de Weimar, mas claro, isso é um exagero.
Talvez nesses momentos de crise, surjam novas criaturas, novos criadores. Ou mesmo Bowie, um camaleão, apronte nova surpresa.
Digo isso porque há sempre uma relação entre crises e criação.
Quem sabe, não é mesmo?
www.youtube.com/watch?v=e8aKKF1-f-A
Woody Allen, num dos seus filmes, acho que Manhattan disse que há algumas coisas que nos faz pensar que a vida vale a pena. Aí está um trecho da comédia de 1933 Duck Soup. Num país imaginário, Fredônia, Groucho é a esperança para resolver os graves problemas daquele país.
Às vezes eu acho que nas mãos de um Groucho estaríamos melhor...