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Talvez eu já tenha contado esta estória aqui, mas ela é tão boa que merece um replay.
A Dona Denise me convidou para uma festa dos seus colegas de trabalho e disse que é boca livre, que o pessoal fez uma vaquinha e rachou a cerveja. Quer dizer, eu entro com a simpatia e com as minhas piadas de salão.
Pois isso me recordou uma festa que a nossa turma do segundo colegial organizou, num distante fim de ano, em 1974. Compramos, num total arrepio, vinte latinhas de cerveja Skol ( aquela de folha de flandres que enriqueceu o comendador) , uns salgadinhos e uns hamburguinhos. Aí surgiu a questão: era prá ser só nós, ou convidaríamos os professores ? Depois de longas discussões, ficou decidido que os mestres teriam o nosso carinho.
Só que nenhum deles podia ir. Apenas a nossa professora de inglês. Ela era uma mulher viajada. Todas as suas aulas ela contava coisas dos paises mais exóticos. Ela e o marido tinham conhecido mais lugares que a National Geographic. Pois no dia do convite, ela aceitou e incluiu o maridão e nos contou que estava na então União Soviética e que, ao verem o seu passaporte, começaram a falar, Brasil, Pelé,Pelé, Brasil. E nós , ouvindo. Aí ela continuou . Disse que o seu marido, que usava bigodes, foi chamado de Rivelino por um apreciador russo do nosso futebol.
Pois então , na festa, vieram ela e o Rivelino.
Pois o seu marido era um judeu baixinho e careca, com bigodinho fininho, que tomou umas quinze latinhas de cerveja e comeu metade dos hamburguinhos. Um amigo nosso, com um senso talvez de sobrevivência, sem nenhuma tendência ao anti-semitismo, lamentou nós não termos dito antes que aquela carne não era kosher...
Bom, e agora, é a minha vez de ser o Rivelino e nem bigode eu tenho...

Eu tenho uma amiga que vive dizendo que eu sou do século passado , e se bobear, volto dois séculos. No começo eu não gostava, porque a gente sempre quer ser moderno, mas depois constatei que ela está certa.
Querem um exemplo ? No meu século, todo menino, ao virar homem, aprendia dar nó na gravata.
Agora, vejo que a bela Jennifer Aniston ( continuo achando-a bem melhor que La Jolie) está com dificuldades na hora do laço.
Só que nunca vem esse tipo de gente pedir auxílio. É sempre uns marmanjões que vem me pedir assim : "tio, dá prá dar o nó? Aí eu deixo a gravata já amarrada..."
E o nó cego aqui, do século passado, faz este obséquio.
Ontem o nosso amigo leitor Reinaldo fez o seguinte comentário: "toda mulher fica melhor viúva".
Pois no prédio onde moro, tem uma moça que ficou viúva e deu uma melhorada. A tal ponto que passei a chamá-la , com todo o respeito, de "A Viúva Alegre".
Mas quem deve estar mais alegre ainda é a Susana Vieira. Pois hoje ela ficou ex-viúva, pois seu ex-marido, um ex-policial, apareceu morto num flat.
Susana era quem pagava as contas , enquanto ele se apaixonava com uma estudante de nutrição de 24 anos . Ao saber desse paralelismo, ela tacou o maridão porta a fora e agora, o ex ficou no cara a cara com o juizo final.
Se bem conheço as mulheres, ela vai se dizer chocada, entristecida, abalada, que tentava conciliar o passado com uma eventual amizade no futuro.
Mas trancada na sua solidão, estará cantando as árias da opereta .
John Lennon, na canção Revolution dos Beatles ,deixou claro que ,se era para carregar cartazes do Timoneiro Mao, ele tava fora.
Foi nele que pensei quando ouvi a seguinte frase ;" Se o governo não baixar os juros,a partir de janeiro vamos fazer uma campanha para derrubar o Meirelles".
O autor da frase é o deputado Paulinho.
Happy christmas, John, happy christmas , Yoko.

No carnaval passado, em pleno centro da cidade do Rio de Janeiro, um empreendedor armou uma tenda azulada e cobrou cinco centavos neste pipídromo. Considerando que o bueiro já estava instalado, seus custos foram minimizados ao máximo.
Viva o povo brasileiro!