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A prefeitura de Lajeado, no Rio Grande do Sul, decretou ,no primeiro ato, a proibição do chimarrão em repartições públicas , como se o mate fosse um cigarro. Era a maior reclamação que o povo fazia, alegou a ouvidora da prefeitura, pois ia-se na repartição e o funcionário público primeiro sugava o mate na bomba , para depois se preocupar com o problema público.
Lei é lei, dura lex sede lex, no cabelo só gumex, mas eu não acho que o chimarrão tenha lá a ver com a gestão, ou com a digestão. Mas enfim, li que os funcionários se conformaram e vão matear nas suas casas.
Homens de sorte esses. Pois no meu caso, por conta de uma tosse, fui praticamente obrigado pela família inteira a erradicar o hábito, como se fosse um vício maldito. Isso sem contar com o terrorismo que ficam fazendo, dizendo que o mate dá câncer de esôfago, refluxo e pigarro.
Mas cá entre nós, matear no trabalho é meio exagerado, não é mesmo?
Uma vez um cartunista dinamarquês fez uma charge sobre o Maomé. Prá que. No outro dia eram milhões de bandeiras dinamarquesas queimadas pelo mundo inteiro. O Julinho até comentou: é incrível como acham tanta bandeira da Dinamarca pelo mundo, para serem queimadas...
Ontem o Sarkozy fez duras críticas aos ataques israelenses , mas não poupou o Hamas pelas suas grandes responsabilidades.
Bem, além da minha admiração pela sua bela esposa, passo a ter mais uma coisa em comum com o Sarkô . Acho que os dois lados estão errados, mas o que mais me surpreende é ver que um grupo não quer trégua, joga foguetes no vizinho , aproveita os seis meses de trégua para fazer mais de quatrocentos túneis e neles passarem contrabandos de armas , explosivos e foguetes; que defende a shaaria ( cortar braço de ladrão, apedrejar mulher infiel em praça pública e prender por vinte anos quem beber cachaça) tenha tanto apoio assim no mundo democrata. Pois eu não tenho a menor vontade de me mostrar solidário a este tipo de pensamento, lamentando as estúpidas mortes, é claro.
Como dizia o Julinho, onde eles arrumam tantas bandeiras para serem queimadas ? E se eu quisesse fazer um musical sobre uma islâmica , eu poderia ? E achar natural que o Salman Rushdie seja perseguido ? E querer que Israel concorde com um sujeito que defende o fim do seu próprio país ?
Joaquim Manoel de Macedo , sabem todos os vestibulandos, foi o autor de A Moreninha , O que quase ninguém sabe é que ele era médico. Aliás, nem ele mesmo sabia, pois estudou , concluiu o curso, mas nunca clinicou. Ele era sempre louco pela literatura e viveu disso e de rendas. Uma vez, uma empregada dele faleceu e ele tocou-se desesperado para a casa de um médico seu amigo. Quando o amigo quis saber o motivo do desespero , Macedo disse-lhe logo que queria que um médico assinasse o atestado de óbito. "Bem, se é só isso, por que tu mesmo não assinaste?" Foi quando caiu a ficha do escritor.
Lembrei-me dessa estória quando li a carta que um prefeito de uma cidade paulista escreveu, todo indignado, quando quis desmentir a sua urgência em arumar um cargo no governo federal. Diz o rapaz que não foi despedido e sim teve o seu mandato findo e aprovado ( fez o sucessor) e que não precisa de boquinha nenhuma, pois é engenheiro.
Ele estudou um ano na minha frente e me parece mais Macedo que nunca. E não vê a hora de ser convidado para o piquenique na Ilha de Paquetá , hoje mal-instalada na Esplanada , no planalto central do país.
Já andam dizendo por aí que o Ronaldo do Corinthians é que nem a nossa justiça: tem recursos, é lenta, pesada, cara, demora para tomar decisão e quando se tem alguma esperança, ela nos decepciona.
A conferir.
Maisa com i, a menininha de seis anos, sustenta a família dela. Maysa, a cantora, vai arrumar emprego para o filho e para os dois netos.
Não sei o que é mais vergonhoso.