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Uma vez eu aluguei uma casa e a proprietária era uma senhora de idade. Ela vinha sempre com uns papos que ganhava uma aposentadoria muito baixa, que havia os gastos com remédios e pedia um aumentinho.
Só que um dia eu descobri que ela ia no Clube Homs , na Paulista, e perdia seu rico dinheirinho no carteado.
Agora a Renascer estava querendo alugar o Clube Homs .Mas a Prefeitura diz que lá também não pode.
Bispos presos, carteado, desabamentos e alvarás vencidos.
Deve ser o apocalipse.

Depois que o Julio falou que não há nada comparável a Berlin e eu argumentei que havia Paris e ele mexeu a cabeça , negativamente, agora é a vez do Marcelo Cunha, um jovem escritor de talento argumentar que o Julinho está prá lá de certo. E Marcelo compara a capital alemã logo com outra paixão antiga que tive na vida, sim, a tal Big Apple.
Bem, só para curtir, aí vai uma foto de Manhattan, dois anos antes do nascimento do Woody Allen. Isso mesmo, em 1933.
Enquanto isso, na Berlim , pintava uma bruxa com a maçã envenenada, chamada Adolf. Mas que bom que Berlim virou uma cidade do bem, não é mesmo?
Volta e meia, vemos um senhor de cabelos espetados e grisalhos que todos dizem que é especialista em contas públicas, a falar que o governo gasta mal ao pagar o funcionalismo público ou reajustá-lo. Quando se diz que há poucos servidores em relação aos Estados Unidos , ele dá de ombros e diz que lá também está errado. Claro, quando houve o Katrina e viram que havia poucos servidores públicos e mesmo agora que a pujança da economia de mercado foi pro beleléu, o senhor one trick pony diz que a culpa está no gasto público.
Bom, quando Karl Marx era radicalmente contra o judaismo, mesmo sendo judeu, levantou-se a muito razoável hipótese dele ter sofrido alguma coisa na sua infância ou juventude. O senhor Velloso, que foi pago pelo tesouro até o governo FHC, deve ter passado alguma agrura , ou algum funcionário fez algo pessoal para com ele, só pode ser isso. Quando o governo nos idos malanistas triplicou a dívida do governo com juros, o senhor Velloso, bem remunerado por cargos de chefia , não se preocupou com o dindim da viúva.
Agora na veja ele começa a sua cavalgada em cima do barnabé. Um, em 2007 este jegue dizia que nunca poderíamos nos livrar da CPMF , enquanto não cortássemos na carne os gastos públicos. Pois vivemos mais de ano sem a famigerada ... Na entrevista ele diz que pode-se pegar servidores já existentes e ficar mandando-os para cima e para baixo, como se o quadro não tivesse envelhecido e como não houvesse especializações.
Ele, tão especialista, quer que médicos ortopedistas façam neurocirurgias , que técnicos de informática ( que hoje já são terceirizados, mas ele é tão especializado que nem se atualizou ) fiquem andando num carrinho que nem vendedores de doce, pela esplanada dos ministérios. E a maior de todas, que se retorne aos salários de fome da era FHC, para aqueles não agraciados por bons padrinhos, isto é, velosinhos..
Pois eu tenho uma sugestão. Que o governo, suas autarquias , sua administração indireta e as estatais, por um ano, cancelem todas , eu disse todas , as consultorias .
E que ele me explique o porquê do governo ter que pagar doenças sérias dos nossos filhos , já que a sua ótica é fazer o cara só gastar o que tem.
E ,finalmente, cobrar todos os empréstimos dados , de mão beijada , pelo BNDES ou BB ou CEF para a livre iniciativa. Sem anistia, por favor.

As mulheres não deviam morrer , excetuando aquelas que nos fazem sofrer, como bem disse o Vinicius. Mas há um jeitinho: elas viram musas.
Eis o caso da Dina Vierny, a maior musa de Aristide Maillol. Essa moldava, nascida em 1919, fugiu com a família para a França, em 25. Um amigo do escultor e pintor a viu na rua, ela tinha 15 anos e disse-lhe que ela era um moça mailloliana , pois ele só pintava ou esculpia mulheres iguaizinhas a ela. E promoveu o encontro.
Como é feliz o artista que encontra, finalmente, a musa igual à imaginária!
Foram dez anos que Dina serviu de modelo ,até a morte do artista, num desastre de carro, tinha ele , quase 84 anos.
Depois disso, Dina passou a ser colecionadora e divulgadora da arte de Maillol. E eu tinha quase certeza que o bronze que temos na Piancoteca era ela, mas como a escultura é de 1921, trata-se de uma Diva avant la lettre,por assim dizer.
Quando houve a sensacional exposição do escultor, no rastro da grandiosa Rodinesca, o catálogo teve a colaboração dela. Aliás, ela foi muito paciente e colaboradora para que tivessemos maior contacto com esse grande intérprete plástico.
Dina, aos oitenta e nove anos, morreu ontem.
Mas a musa, como todas as musas, vive.