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ó hoje o blog do Rick voltou a passar a marca dos mil acessos diários.
É sinal que o ano começou.
Ou que vocês não se cansaram de mim.
Obrigado.
PS Ontem só porque eu consegui resolver a difícil questão do meu jornal da assinatura, que desaparecera , ter chegado nas nossas mãos, com um ensinamento de procedimentos futuros aos porteiros, a Dona Denise disse que eu era um brâmane.
Um brâmane, criado na Barra Funda ? Sei não ...
Um dia Gorbatchov ouviu o chanceler Gromiko falar algo sobre o povo russo. O chefão apenas perguntou quanto tempo fazia que as solas do sapato do ministro não tocava nas ruas de uma cidade russa...
Nos camelôs , vende-se , por dez reais, a minissérie Maysa.
A culpa é do consumidor que comprou um aparelho de dvd no crédito ( e com os juros comprou dois e levou só um) e não pode ficar vendo uma série que começa a passar tarde da noite, tendo que trabalhar no dia seguinte cedo?
Tem ele , agora, sessenta reais para comprar o original, isso quando ele sair ?
E aí vem a Globo querendo ajuda do governo...

No mundo do jornalismo, sempre há espaço para polêmica, réplicas e tréplicas. Quando os dois lados são bons, chega uma hora a briga ffica sem sentido, mas eles saem melhores do que quando entraram.
Mas tenho por mim que o Marcelo Coelho, depois do bateboca com o Reinaldo Azevedo, perdeu o senso.
Hoje por exemplo, se mete a falar platitudes sobre Mendelssohn , coisa de cultura e almanaque de farmácia!Fala que ele não foi brilhante porque foi feliz ( Felix, ai ai ai) , rico, sem sofrimento e judeu. Daí, tenha sido odiado por Wagner e seu wagneritas , como Bernard Shaw. E para finalizar, comemora a oportunidade que a Osesp , por conta dos duzentos anos do compositor, apresentará o oratório Paulus.
Whaaaal, como dizia o Paulo Francis...
Mendelssohn , se sofreu do antissemistismo wagneriano , sofrer a ajuda assemtíca de Mahler. Pois Mahler era um judeu que não dava bola para isso , ou até queria que isso de judeu acabasse. Ele lamentava que Cosima não o escolhia para Bayreuth , mas só. E Mahler sobrevalorizou Mendelssohn.
Felix era um excelente te[orico, fez muito pela divulgação de Bach, mas era um romântico tardio , que foi superado por Brahms e Liszt , muito melhores em composição . Das cinco sinfonias, a segunda é a única que atinge quase um Beethoven e a terceira, a escocesa , só passou a ser apreciada quando os maestros na década de 60 e 70 do século passado começaram a alterar o s tempi, para uma regência mais ágil. Se alguém destruiu Mendelssohn não foi o wagnerismo. Foi o Karajanismo.
A música de câmara é boa e Elias é o melhor orátorio. Sua versão inglesa era criticada por Shaw , mas a original alemã não. Mas se o nosso Coelho escutasse os dois concertos de piano ( há uma versão memorável do Perahia ) , veria que eles , como todos os concertos românticos tendem ao virtuosismo gratuito e uma carga de pathos que viria a ser questionado num futuro, fosse ele anti ou não semita.
Ou seja, Mendelssohn não foi mais que poderia ser porque não foi.
Qualquer outra desculpa, são canções sem palavras.

Tinha eu menos de dez anos e minha diversão preferida, depois do futebol, claro, era ir no circo do Piolin, que ficava na esquina de casa, num terreno que era da Previdência. Iamos, minha vó e eu, e era magia pura.
Todo circo é meio esculhambado e nem o circo do Piolin, artista idolatrado pelos grandes da Semana de Arte Moderna, se safava. Pois numa noite nós encontramos um sujeitinho agitado conversando com o palhaço. Minha vó disse-me que era o sobrinho dele, o Ankito. Ela disse que ele era artista de cinema. Quando cheguei em casa e falei para o meu pai, ele riu e disse que aquilo não era cinema, que comédia boa era com o Bob Hope. Eu não sabia quem esse Bob era, fiquei na mesma. Aí ele falou do Jerry Lewis . Que eu não achava graça nenhuma.
Depois eu comecei a ver, nos tempos de faculdade , filmes nas cinematecas. E vi muitos filmes da Atlântida. Oscarito, Eliana, Zé Trindade, José Lewgoy, Grande Otelo. E Ankito.
Não que fosse muito engraçado, era até ingênuo. Era ele um sub-Oscarito, sem dúvida, mas seguia a linha circense ( ele mesmo era filho do Palhaço Faisca) , que o Renato Aragão segue até hoje.
Mas , de qualquer forma, fazia um humor mil vezes melhor que um Zorra Total, por exemplo.
Pois o Ankito está vivo, com 85 anos e nessa comemoração do seu aniversário que ocorrerá no final do mês ,a Funarte está lançando o livro Ankito minha vida, meus humores. Escrito pela sua esposa, Denise, traz fotos, lembranças, episódios de um sujeito que se dedicou , desde os sete anos de idade , a maravilhosa profissão de fazer os outros rirem.
Tai , já sei o que vou pedir para a Dona Denise de presente para os meus oitenta e cinco anos. Que ela escreva um livro sobre as minhas palhaçadas.
Porque para mim, a vida é mesmo um pandeiro.
Soube que o bom jogador de basquete , o Adilson , morreu esta semana.
Adilson era mais conhecido por ser irmão do Ditão, um beque de fazenda, que só sabia dar chutões prá frente, que jogava no Timão nos anos sessenta.
Pois em 1966, a seleção brasileira de futebol era uma coisa tão bagunçada que era para convocar o Ditão dos chutões corintianos, mas acabaram convocando o Ditão, seu irmão, beque de chutões flamenguistas.
Claro, a Seleção de 66 foi um dos maiores vezames de todos os tempos.
Ditão corintiano ficou famoso por uma infelicidade. Eu estava no Pacaembu naquela noite , Num jogo contra o Vasco, Ditão fez o que sabia fazer, ou seja, deu um chutão para a frente e a bola chocou-se com força na cara do Tostão. Daí começou o seu martírio, devido ao deslocamento da sua retina causado com o choque da bola e seu olho.
O Ditão corintiano, eu sei, morreu. Mas o Ditão do Flamengo, isso eu não sei. Os três eram filhos de um zagueiro do Juventus, que jogou na década de 40, chamado Ditão.
Realmente, o Adilson ,com esse nome, só podia ser jogador de basquete mesmo. Se fosse um Ditão...