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O Terra ainda não consertou o mecanismo de colocar fotos no blog, então vai só no texto. Mas acho que todos já viram nos jornais. É que houve uma reunião de sei lá quantos prefeitos para escutar atentamente a ministra Dilma. E no saguão, havia um fotógrafo que tirava fotos do senhor prefeito num cartaz, com a Dilma à esquerda e o presidente Lula à direita. Esse tipo de foto montada é meio tosca, mas nos distantes rincões do nosso patropi faz lá o seu efeito. Aliás, a nossa querida classe média, quando viaja para parques temáticos, topa fazer a mesma coisa, colocando a cabeça num painel do Pato Donald, ou do He Man ou da Mulher Maravilha.
Quando a oposição for dar uma prensa, o governo sartou de banda, dizendo que aquele fotógrafo não fazia parte do evento. Era uma coisa assim , como diria eu, no paralelo.
Isso me fez lembrar o estranho caso de Bi , o irmão do Marcha Lenta. Bi era um rapazote mulherengo que passava seus carnavais numa cidade do interior, onde o carnaval era no clube, no salão, com cervejada e casais dando volta ao som da briosa orquestra.
E ele dava uma volta com uma e o fotógrafo tirava a chapa. Depois ele trocava de parceira. E o fotógrafo mandava nova pose. E mais outra e mais outra; assim, foram mais de mil colombinas.
E mais de mil fotos.
Na hora do revelou tem que pagar , o fotógrafo foi atrás do moço , que tinha dançado com toda a parte feminina interessante da cidade .Que não achava justa a cobrança. Afinal, aquilo não fazia parte do seu evento, como diz o governo de agora.
Mas o fotógrafo não poderia ficar no preju.
E assim foi feito o acordo. Ele cobriria algum , mas desde que o fotógrafo estampasse sua legião de carnavalescas na frente da loja, para que toda a cidade pudesse admira , por um bom tempo, quem era o grande Bi.
Dizem que ele conseguiu muito mais que uma mera volta no salão com muitas delas, mas isso pode ser papo de pescador .
Dizem também que nos rincões, uma foto com o presidente e com a Dilma pode valer ouro.
Mas pode ser que não.
O nosso chanceler, tantas vezes criticado neste blog, convocou o embaixador da Suiça no Brasil para posição nas investigações da brasileira torturada em Zurique por três imbecis neonazistas (e retorturada quando algum criptonazista da polícia suiça duvidou da petição da nossa consulesa naquela cidade).
Os nossos ponteiros estão marcando, agora, a mesma hora, doutor Celso.
Nos dias de hoje, Lincoln é o nome da moda, nos Estados Unidos. Tudo por conta da eleição de Obama.
Hoje, 12 de fevereiro , é a data do nascimento do presidente da nota de cinco dólares.
Penso no poema do Walt Whitman , When lilacs last in the dooryard blossom'd ( quando as liovetas por fim na porta floresceram )
Nele , poema que Whitman fez em homenagem a Abe Lincoln, há dois versos que me fazem pensar no pensamento triste que o oeste nos causa. Seja ele pelo por do sol , seja ele pelo vespertino, seja ele pela sensação de final de viagem.
O powerful western fallen star!
O shades of night _ o moody tearful night.
(o poderosa estrela d'oeste decaida
o sombras da noite _ o noite melancólica e triste)
Talvez estejamos mesmo no ocaso da civilização norteamericana.
Que o governo Lula tem um xodozinho pelos tempos do ame ou deixe, isso já sabemos. Mas a coisa está ficando mais surpreendente.
Na noite de segunda feira, A Mãe do Pac , o Pai da Marina e mais uns empresários papofirme se reuniram para discutirem um plano de crescimento feito pelo Reis Velloso ( se lembram dele ? Ele era o ministro eterno do planejamento, que foi do milagre à crise , sem se despentear).
Claro, é redução de juros e um pouquinho de inflação, porque o brasileiro gosta mesmo disso.
O Chico Buarque fez uma música que dizia você não gosta de mim, mas sua filha gosta. Era para o Geisel . Mas pelo visto, o genro passou a gostar mais do sogro do que da filha.
Em tempo. O Geisel fez de tudo para eleger um sargentão tocador de trombeta, que prendia e arrebentava quem era contra o que o povo precisava .
Outra coincidência, digamos assim.
Hoje de manhã cedo, ouvindo um cd de árias da Elina Garanca , essa linda letã mezzo soprano, percebi o quanto eu gosto das mulheres . Como cantoras, como amigas, como namoradas mesmo. Até hoje eu ainda me sinto enfeitiçado por elas e acho que morrerei assim.
Mas claro, meu coração vagabundo quer guardar o mundo em mim ( se for na versão do João Gilberto, melhor ainda).
E como a minha vida é um blog, devo confessar que faz dois anos que me apaixonei perdidamente por uma moça chamada Carla. Fiz de tudo. Traduzi poemas para o francês , incentivei sua carreira de cantora, briguei com amigos que falavam mal dela , coloquei foto no blog, arrisquei perder tudo na vida, deixava de almoçar só para juntar mais euros ( e eu seria capaz de dar-lhe todos).
Mas ela nem tchuns.
Bebi, sofri, chorei, quis largar tudo, ameacei me matar , fui mais exagerado que a letra do Cazuza , mas nem assim a bela quis saber de mim.
E eu não entendia o tamanho desprezo. Uns amigos me diziam que era porque eu sou casado e ela não iria correr riscos de barracos, mas eu nunca achei isso uma coisa certa; afinal, ela foi amante de um tal de Mick , um cantorzinho decadente de rock, por oito anos e não me parecia uma mulher careta.
Mas finalmente eu soube através de um amigo dela, o porquê da sua esnobada. Jacques Séguéla, um dos homens mais ricos da França, escreveu uma autobiografia não-autorizada ( isso é comum na França) e nela, ele contou que o Sarkozy pediu-lhe para o Jacques ,seu amigo também, organizar uma festa , que teria dois objetivos. Seria uma tentativa de reatamento dele com a esposa Cecilia e um contacto dele com a modelo Carla ( o meu xodó) , para que ele sendo o John Kennedy, Cecilia fosse a Jackie e a Carla a Marilyn Monroe.
Bom,. mas os planos foram mudados. Cecilia disse que queria ficar perto de um homem bem - sucedido chamado Ricardo ( ela disse Richard , mas a tradução sempre foi essa ) e daí teve que pintar o plano B. Sarkozy chegou para Carla e propôs a parte Marilyn. Ela pediu mais. Queria ser Jackie. Ele propôs então um noivado. Ela disse que só noivava com quem com ela se casasse e lhe desse um filho. E o sujeitinho ordinário deu essa resposta bem cafajeste: " eu já fiz cinco, por que não fazer o sexto ?"
Bem, o resto vocês já leram na Caras.
Então foi isso. Como eu sempre quis ser pai de um filho único, ela nem respondeu a meus tantos emails...
Mas eu não me arrependo. Ainda mais nesses meses de compra de material escolar.
PS: Enquanto tem gente que idolatra o Lula que fica andando prá lá e prá cá com a mãe do PAC , eu tenho que admitir que o presidente francês faz mais o meu modelo de gestão. No livro do Séguéla, ele conta que no dia que o presidente foi convidado para visitar a Casa Branca e o Congresso americano, o seu staff queria abastecê-lo com dados econômicos , mas ele estava mais preocupado com as três ministras e seus vestidos. Para a ministra afrofrancesa Rama, ele pediu que ela vestisse branco, mas sem babadinhos. Para a então queridinha Rachida , um Dior vermelho e para Christine , a ministra da bufunfa , um tailleur azul , mas sem jóias, porque a austeridade caia bem numa mulher do Tesouro.O detalhe, elas seriam tricolores como as cores da França...
Genial isso, hein , se preocupar com o figurino e dane-se a economia!