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O Terra me pediu dez dias para consertar o problema que o blog apresenta ( não consigo colocar imagens ). Eu tenho uma foto da Ideli Salvatti beijando na boca o presidente Sarney e terei que esperar esse tempo todo.
Acho que até vocês já viram o From here to eternity deles em outros blogs.
Dez dias. Tempo até da Roseana ser operada e ganhar no tapetão o Palácio dos Leões, residência oficial do governo do Maranhão...
Como naquele filme do Fred Astaire com a Ginger Rogers, é tempo de trocar de parceiros, para a dançar seguir fluindo.
Leio que o casal Martinha e Luis Favre não estão mais juntos. Antigamente era comum, perto do carnaval, os casais de namorados se separarem, para outros relacionamentos. Mas parece que não é isso, é coisa prá valer mesmo.
Penso em duas coisas, ambas previsíveis.
A primeira, Eduardo procura Marta , cantando o bolero La Barca ( hasta que tu decidas regresar/ até que você decida regressar...)
Ou Luis Favre cantando No me platiques mas , para a Dilminha.
Faz mais de vinte e um anos que moramos no mesmo prédio. E quando há eleições para os cargos de síndico e vice, o nome da Dona Denise é ventilado, muitas vezes para vice ( dizem que não é tanto trabalho assim...). Mas ela sempre declina o convite. Talvez ela não queria juntar dois encargos. Mandar no prédio e mandar em mim.
De qualquer forma, ser vice , pelo menos no Brasil pós Lula é cargo cobiçado. Todos diziam que seria o Geddel o compainheirão da Dilma, mas análises de pesquisa, mostram que o calcanhar da Aquiles do PAC é São Paulo. Porque no nordeste, o Lula garante, ela vai dizer que é gaúcha pros gaúchos e mineira pros mineiros.
E então, um vice sairia de São Paulo, seria do PMDB e o nome de é Michel.
Isso se ele não declinar o convite, como habilmente faz a Dona Denise.
Uma vez perguntaram para Joseph Conrad, polonês, porque escolhera a lingua inglesa para a sua redação de romances. Ele respondeu que era a lingua com maior quantidade de palavras náuticas.
A palavra de hoje do dicionário do Doctor Johnson é dead reckoning, um método de estimar a posição de um barco no oceano pelo tempo transcorrido , pelos mapas, sem se orientar pelas estrelas ou a posição do sol.
Quando eu ia para o Rio Grande com a minha vó, de ônibus, no meio da madrugada eu perguntava-lhe se estávamos longe.
E no escuro , ela fazia o seu deadreckoning, dizia que estávamos perto de alguma cidade que eu nunca lembrava o nome depois, que dormisse, que logo chegaríamos...
Outro dia eu postei aqui vários poemas usando a palavra darkling, penumbra, sombra, entardecer, mas sempre no sentido poético.
Mas me esqueci de citar o segundo ( ou terceiro ) maior poeta da lingua inglesa, John Keats ( até porque ele foi posterior ao Doctor Johnson).
Na sua famosíssima ode ao rouxinol.
Darkling I listen, and for many a time
I have been half in love with easeful Death,
Called him soft names a mused rhyme
To take not the air in quiet breath.
(No escuro, escuto, de tanto em tanto
Tenho andado meio apaixonado pelo doce passar
Chamando-o de inspirado canto
Para evitar o ar no quieto respirar.)
Vou tentar não darklinizar mais.