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Eu não sei se você já teve a infelicidade de ter um carro furtado . Ai, meu Deus, pro seguro pagar é uma agonia... Eles querem saber quem dirigia, que horas eram, onde fica o controle remoto do portão, se o motorista ou a motorista eram torcedores do tricolor ou do timão e depois de algum tempo, ai te pagam.
E se for seguro de vida ? Querem saber se o médico era loiro ou moreno, se o segurado tinha comido uma picanha antes do acidente , ou se tomou vacina contra sarampo...
Bom, a AIG seguradora, a maior do mundo, teve um preju de 62 bilhões de dólares no último trimestre. Isso dá, se a minha calculadora não estiver precisando de pilha nova, 470 mil dólares por minuto.
Puxa é o valor de duas Ferraris F430 vermelhinhas, iguais a do Cristiano Ronaldo, que ele espatifou e ganhou uma novinha, pois o seguro deu perda total.
E ninguém perguntou nada para os executivos da seguradora.
Amanhã o Corinthians jogará com o Itumbiara. O maior jogador do time goiano é Túlio. Sim, aquele que era cruel, muito cruel, que era uma maravilha , que pretende fazer mil gols e que fala na terceira pessoa nas entrevistas.
Isso é engraçadinho , mas em gente engraçada. O Pelé fica dizendo que o Pelé é isso , é aquilo. Tudo bem, ele é rei. O Romário, idem. Afinal, ganhou a Copa. E o Túlio e o Dadá , bem, esses são folcróricos, bufões, caricaturas. Tudo bem.
Mas e o Alexandre Pato? O moleque tem 19 anos, nunca foi campeão, namorava uma idiotinha que já lhe deu um pé na bunda e agora fica dando respostas se autoidolatrando, se esquecendo da primeira pessoa e só se referindo a ele mesmo na terceira pessoa.
Pato não é um anlfabeto, um feijão com farinha, é rapaz com alguma instrução.
Alguém tinha que dar-lhe um toque.
Porque ele nunca fará mais gols que o Túlio.
Uma amiga minha gosta desta música, mas tem que ser nesta versão.
Então, tá bom.
Semana passada a minha sogra pediu para a sua filha um relógio de pulso. Tinha que ser grande, com ponteiros visíveis . Eu recomendei que ela desse à mãe um relógio de camelô , desses bem baratinhos, porque a minha sogra reclama de tudo. A Dona Denise seguiu meus sábios conselhos.
Bom, dito e feito. Ela reclamou que o relógio é dourado ( ficou com cara de Hebe Camargo, ela chiou), dá reflexo, os ponteiros são quase do mesmo tamanho, e, aí foi de lascar, tem essas letras D G, que não precisava ter. Isso sem contar com a pulseira, que precisava ter um furo a mais ...
Não adiantou a Dê falar que é uma imitação do Dolce Gabbana. Minha sogra não gosta nem do dolce fa niente...
Pois está acontecendo uma semana fashion , em Milão, e o destaque foram os produtos do Dolce Gabbana . E a musa dos desfiles foi a atriz Scarlet Johansson. Que é chatinha, comentou a imprensa milanesa mas ,desta vez , ela não reclamou de nada.
A Scarlet, chatinha ...Fico imaginando a minha sogra na catwalk da Milan Fashion Week, reclamando de tudo e de todos ! Aí os lombardos iam ver o que é bom prá tosse!
Outro dia, ou melhor, no dia 12 de fevereiro, escrevi o post Me and Julio down by the schoolyard, que tratava da minha relação com Julio Cortázar.
Por conta dos vinte e cinco anos da sua morte, haverá o lançamento de um livro póstumo, com alguns textos incompletos, três estórias de cronópios, um capítulo do livro de Manuel , dois contos, algumas traduções.
Sempre ficamos em dúvida se vale esse tipo de publicação, não é mesmo ? Aliás, Cortázar assim, sem muita elaboração, não costuma ser cortaziano. Lembro-me de dois livros dele, também feitos sem depuração ( El examen e divertimientos) , que são pavorosos.
Mas nos papéis a serem publicados, há dois momentos interessantes.
Uma manifestação de pesar que ele teve ao não ser recebido por Raul Alfonsin, em 1983. Foi quando , em decembro, ele voltou para a Argentina e esperava desejar boa sorte ao primeiro presidente civil , depois da sequência de milicos. Mas o Tancredo ( ou seria o Sarney?) argentino não quis saber de um escritor tão simpático à Nicarágua ou mesmo à Cuba de Fidel...
Outra curiosidade. Uma entrevista com o presidente general Roberto Viola , que sucedeu Videla. Quando perguntado sobre argentinos exilados, Viola disse que poderiam voltar, claro. Inclusive Cortázar? O entrevistador quis saber.
"Mas , até onde sei, é um escritor francês que não tem nada a ver com a Argentina...", foi a resposta do presidente.