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Até a década de sessenta do século passado, não é absurdo afirmar que a obra de Gustav Mahler era totalmente esquecida.Talvez pela sua dificuldade, talvez pela estranha melancolia que ela nos causa, agravada com a associação que Leonard Bernstein nos causou, regendo o Adagietto da Quinta no funeral do Kennedy. Aliás, esse movimento nada tem de mórbido, é um hino do amor do compositor por sua bela esposa Alma, mas ficou ainda mais marcado pela escolha de Visconti, para a trilha do seu Morte em Veneza.
Fui apresentado à obra do Mahler no comecinho dos anos 70, através dos discos da Philips, da regência de Bernard Haitink, que hoje completa oitenta anos. À frente da Concertegebow de Amsterdam, ele lançou uma coisa que depois todos os maestros do mundo seguiram, isto é, a gravação da integral, sim, todas as sinfonias.
Tive a oportunidade de ouvir a orquestra e este regente em São Paulo, no Anhembi, ele regeu a Sétima. O som perdeu-se na acústica péssima, mas , mesmo assim, foi algo que não me saiu da memória, principalmente as serenatas.
No tempo do cd, ainda comprei algum Bruckner por Haitink regido. E hoje descobri que a Rádio Nederlands está com uma programação em homenagem ao maestro.
Valeu !
Bom, enquanto a turma dos anos sessenta lança cds e dvds ao vivo, com músicas antigas, Bob Dylan lança cds com novas composições e do mais alto nível.
Ele promete um novo cd agora no mês que vem. Seu último Modern Times, em 2006 , foi uma preciosidade. E a sua serie de bootlegs , o volume oito, também foi um primor.
Aguardemos.
Ontem fui ver a ópera do Met, no cine Bombril, Lucia do Donizetti. Uma bela montagerm, o som e a imagem bons. Mas a plateia , uma velharada... A começar por mim, o babyssauro...
O problema é que esse pessoal que gosta de ópera é muito exclusivista, só gosta de ópera e daquelas mesmas, as de sempre. E se pudessem, só escutariam Callas.
De qualquer forma, daqui a duas semanas haverá a Butterfly. E eu voltarei.
Eu sou um cara saudosista e idolatro os velhos tempos. Para mim, a mpb boa era quando os compositores eram o Dorival, o Ary, Noel, Herivelto, Assis Valente,Lupe e...o Lamartine. Eu enchia a boca quando citava o Lamartine Babo e só para dar o exemplo, eu logo cantava os hinos dos times de futebol carioca. E todos concordavam comigo que o hino do América , o Hei de torcer, torcer ,torcer , era o mais bonito, o mais inspirado, até porque o compositor era americano.
Bom, mas sempre tem uns espírito de porco que vem cortar o barato.
Escute no site www.escutaisso.com.br , a claríssima mutreta, o plágio que Babo fez da música de uma marchinha americana chamada Row row row.
Olha , depois dessa, eu estou achando a Mallu Magalhães a maior compositora brasileira , de todos os tempos.;..
Hoje, às 20 horas , no Cine Bombril ( era cinearte) no Conjunto Nacional haverá uma transmissão da ópera Lucia de Lammermoor de Gaetano Donizetti com a diva e deusa Anna Netrebko, além do tenor mexicano Rolando Villazon.
Netrebko é linda , é grande cantora, e eu fiquei até meio febril logo cedo, porque hoje vou vê-la neste filme que veio do Metropolitan.
Para aperitivo, www.youtube.com/watch?v=Z-8g2aGnvtk