Ricardo's Blog

The furthest your imagination may go

Ricardo's Blog

The furthest your imagination may go
<  Agosto 2009  >
S T Q Q S S D
          1 2
3 4 5 6 7 8 9
10 11 12 13 14 15 16
17 18 19 20 21 22 23
24 25 26 27 28 29 30
31
Receba os posts
Terra Blog

Categoria: vida angulosa

12.06.08

Um comentário nestoriano

categorias: futebol, vida angulosa

Nestor, como quem leu a Odisséia do Homero sabe, era um velho conselheiro, sábio nas suas observações. Eu tive um colega no cursinho Anglo, que depois estudou arquitetura, com este nome. Ontem, eu me lembrei dele. Naquela época pré-vestibular, em achava uma moreninha ,chamada Helena , o máximo. Mas todo o dia ela estava com alguns carinhos com homens diferentes. Aquilo me incomodava, mas fazer o quê, ela nem olhava na minha cara... Foi quando o meu sábio Nestor disse que era bom que fosse assim. Muito pior se ela tivesse um namorado fixo, um noivo, um amor prá vida toda. Eu não aceitei muito essa visão , mas me conformei, vendo-a trocar de carinhosos diariamente.

Aí é que está. Ontem, depois da derrota do Corinthians e a perda do título, o locutor Cleber Machado disse que a torcida do Timão deveria estar feliz, porque o time conseguiu , em menos de seis meses, chegar a uma final.

Foi um comentário nestoriano, penso eu.

 

  • criado por  Rick criado por Rick
  • Postado em 09:13:09

06.06.08

Os dedos grudentos

categorias: vida angulosa

Dizem que o treze dá azar. Sei não. Sexta-feira que vem, além de treze , é sexta, mas é o dia de Santo Antônio, que é o que desencalha os solteiros. Como pode ser algo azarado?

Eu mesmo, conheci a Dona Denise numa sexta-feira treze , e devo admitir que é um dia de sorte.

Bem, Sticky Fingers é o décimo-terceiro disco dos Stones e eu não só acho que ele é o melhor por razões pessoais. Prefiro o Exile , mas muita gente afirma que o disco que tem a capa feita pelo Andy Warhol, com ziper, mostrando a cintura do Jagger num jeans, com a cueca oculta, é o the best.

Bem, é um disco que começa com Brown Sugar e só isso já diz muito. Depois é um disco onde Keith Richards não está em condições de viver, e assim sobra muito espaço para o MIck Taylor. Em Sway,por exemplo, Taylor sola de cabo a rabo.

Wild horses, uma música richardiana, em homenagem ao filho Marlon e ao amigão Gram Parsons ( que morreu de overdose) é um encanto. Depois vem Can't you hear me knocking, onde o fenômeno estereofônico parecia coisa do outro mundo, com solos latinos à la Santana e um sax muito envolvente. E o lado A ( lembram-se?) termina com um blues antigo, you gotta move.

Depois  vem Bitch, um blusão com direito a solo de Hammond do Billy Preston, uma forte Sister Morphine  , um country-rock (dead flowers) , para um fim sem Richards, uma melancólica Moonlight Mile.

O disco é tão superior aos Beatles, que é difícil imaginar que , em 1971, alguém duvidasse que estaríamos muito bem só com os Rolling Stones.

Bem, sei que vocês querem saber qual é a minha questão de ordem particular para eu não morrer de amor pelo disco.

Bem, eu gosto dele, escuto sempre, mas...

Ele foi me dado por um amigo meu,namorado de uma garota que eu estava afim. Quer dizer, ele era um cara tão legal que ficou com ela e me deu, de prêmio de consolação, o Sticky Fingers.

Seus dedos grudavam nela e eu got the blues, for you...

Ainda bem que veio o Exile on Main Street depois.   

  • criado por  Rick criado por Rick
  • Postado em 12:23:18

05.06.08

Rick Mil

Mas na Espanha são já mil e três...

Gente, pela primeira vez, o blog recebeu, até agora 1003 acessos e é provável que passe mais um pouquinho. Ter mais de mil acessos por dia é um luxo, uma coisa que enche o meu ego e me faz ainda mais grato a todos vocês.

Muito obrigado por esta prova de carinho.

 

  • criado por  Rick criado por Rick
  • Postado em 19:41:00

09.05.08

Les vacances du Monsieur Richard

Na Paris dos anos 1930, essa era uma top model. Tirando o cigarro, a foto é atual.

Ontem o blog, com pouco mais de 20 meses, atingiu o número de 120 mil acessos, uma enormidade para um pobre amador como eu.

Paul Weller , que completará no final do mês cinquenta anos , disse uma vez que quando estamos cansados da política, precisamos dar um tempo às margens do Sena.

Neste tempo todo, todos os dias, postei sem interrupções, parei de escrever coisas mais importantes, deixei de me preocupar com muitas coisas, mas agora preciso de um descanso.

Dia 26 de maio, estarei de volta. É o dia do lançamento do novo cd do Paul Weller.

Para todos que me desejarem bon voyage, merci.

E como dizia o Collor, não me deixem só. Se der tempo, mandarei notícias de lá.

E se achar a modelo da foto, ou me encontrar com a Carla Bruni ou com a Cécilia ex-Sarkozy, eu conto tudo para vocês na volta.

Au revoir!  

 

 

  • criado por  Rick criado por Rick
  • Postado em 11:40:11

29.04.08

Architects may come and architects may go

Quando eu fazia cursinho, via os interessados em cursar arquitetura com umas pastas enormes , uma cara de gênios em criação , maus alunos em exatas, mas espirituosos e o que era o mais interessante, era um ou outro homem, e muitas mulheres lindas, as melhores da classe.

Depois quando eu entrei na Poli, toda vez que eu começava a puxar assunto com alguma menina de qualquer outra faculdade, ela começava a se empolgar com as minhas estórias até o ponto dela perguntar se eu fazia FAU. Como eu nunca fui de mentir , dizia a verdade. Elas , sem exceção, faziam uma carinha de decepção e me deixavam sozinho , naquele imenso e solitário campus.

Uma vez, uma colega minha do Anglo, uma loirinha riquinha, gracinha, que fazia arquitetura no Mackenzie, me encontrou, já estávamos no segundo ano dos nossos respectivos cursos. Já estava até achando que era papo perdido, nunca uma arquiteta iria querer falar com um estudante de engenharia. Mas não, ela tinha curso de francês na Aliança, em frente ao Rei das Batidas. Pediu para esperar . Claro , esperei. Na saida, me convidou para irmos num motel. Aquilo parecia uma obra do Frank Lloyd Wright, do Niemeyer, era um autêntico plano piloto.

Bem,  poderia ter sido uma noite normal, se não fosse o excesso de pó que a menina consumiu. Ela quase que precisou de um estudante de medicina.

Nunca mais quis saber de arquitetos ou arquitetas. Que vivessem o seu mundo de retas e curvas.

Mas eis que abro o meu e-mail e recebo de uma tal Câmara de Arquitetos, a oferta de um curso de sustentabilidade na construção.

E eu, cada vez mais desconstruido pelo tempo, nem sei como me sustento.

Cada coisa que me mandam... 

  • criado por  Rick criado por Rick
  • Postado em 16:50:53