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Outro dia, ou melhor, no dia 12 de fevereiro, escrevi o post Me and Julio down by the schoolyard, que tratava da minha relação com Julio Cortázar.
Por conta dos vinte e cinco anos da sua morte, haverá o lançamento de um livro póstumo, com alguns textos incompletos, três estórias de cronópios, um capítulo do livro de Manuel , dois contos, algumas traduções.
Sempre ficamos em dúvida se vale esse tipo de publicação, não é mesmo ? Aliás, Cortázar assim, sem muita elaboração, não costuma ser cortaziano. Lembro-me de dois livros dele, também feitos sem depuração ( El examen e divertimientos) , que são pavorosos.
Mas nos papéis a serem publicados, há dois momentos interessantes.
Uma manifestação de pesar que ele teve ao não ser recebido por Raul Alfonsin, em 1983. Foi quando , em decembro, ele voltou para a Argentina e esperava desejar boa sorte ao primeiro presidente civil , depois da sequência de milicos. Mas o Tancredo ( ou seria o Sarney?) argentino não quis saber de um escritor tão simpático à Nicarágua ou mesmo à Cuba de Fidel...
Outra curiosidade. Uma entrevista com o presidente general Roberto Viola , que sucedeu Videla. Quando perguntado sobre argentinos exilados, Viola disse que poderiam voltar, claro. Inclusive Cortázar? O entrevistador quis saber.
"Mas , até onde sei, é um escritor francês que não tem nada a ver com a Argentina...", foi a resposta do presidente.
Se ser peronista é ser de esquerda , bom, isso permite altas discussões. Mas que durante a sua vida, Jorge Luis Borges, visivelmente contrário aos seguidores de Peron, foi tachado de direitista e fascista, isso todos que viveram naquela época se lembram .
Mas nada mais volúvel que a ideologia da esquerda argentina. Ainda mais se ela se associar a uma mania nacional : exumar e/ou transferir restos mortais.
Passou na Câmara de Deputados Argentina uma lei que propõe ao governo da Cristina uma ação de requisição dos restos mortais do escritor , que estão em Genebra, para o túmulo da família que fica em Recoleta.
Claro, a viúva Maria Kodama é contra e duvida muito que o governo suiço aceite essa presepada.
O mais interessante é lembrar que os peronistas apedrejaram a casa dele e o fizeram fugir para Montevidéu. E um dos presentes é o agora deputado autor da lei. Supõe Kodama que o governo argentino, quando chama Borges de um ícone, pretende simplesmente ganhos turísticos.
A Associação Argentina de Escritores , a maior agremiação do país, acha que é hora de esquecer as desavenças e trazer o viejo para su chacarita.
Como bem dizia o maior escritor argentino do século ( quiçá de todos os séculos, embora sempre devemos nos lembrar de Lugones, Hernandez e mesmo Sarmiento) " os peronistas não são nem bons , nem maus. São incorrigíveis".
Sabe quando o casamento está bom ? Aí pode ser a Juliana Paes ou pro lado dela o Reynaldo Gianechini que o casal não troca , de jeito nenhum , o pareceiro é aquele e ponto final.
Mas quando o casamento tá na base do cuesta abajo , aí até a empregadinha do terceiro andar, ou o pai de um amiguinho das filhas, as opções são muitas.
Leio que os argentinos, numa pesquisa, gostariam de trocar de presidente.
25%, se pudessem, votariam no Lula e 23% no Hugo Chavez.
Deve ser difícil estar casado com a bonequinha Cristina Kirchner...

O serviço secreto da Argentina mandou-me, através de ordem expressa da minha amiga Cristina Kirchner, uma foto desses dois elementos que alegaram ser meus amigos. São o Konchinha e o Kamaraten Leoncio.
Pedi para soltá-los, não são terroristas. A turma dos agentes tem uma foto do Konchinha com uma estonteante morena que se llama La Vecina.
Devo colocar a foto do guapo casal , ou corro o risco de tomar processos ?
Se houver um comentário sugerindo a foto, aceito o desafio.
Já falei aqui da expressão portenha "comeste um palhaço?", quando um sujeito conta uma piada sem graça. Na novela Favorita , o Orlandinho depois de comer uma palhaça, a Debora Secco, sai berrando que é gay.
Vê se isso tem alguma graça...